Rio 2016: histórias de garra e superação nas olimpíadas

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Rafaela Silva após a conquista do seu primeiro ouro olímpico.

Antes mesmo de começar a ver o mundo dar um show no esporte aqui no meu país, a abertura da Rio 2016 já me deixou maravilhada. Costumo dizer que o Rio de Janeiro, por si só, já é acolhedor e místico. Em clima de jogos olímpico, então, dispensa comentários.

Durante esse jogos, vejo algo muito mais envolvente e contagiante acontecendo, mesmo o Brasil estando com apenas nove medalhas (até então) e com um desempenho aquém dos seus concorrentes. Poder presenciar, mesmo que pela TV, a trajetória de superação de alguns atletas até subir ao pódio está sendo revigorante.

Michael Phelps, a lenda da natação mundial, se despede do esporte nas Olimpíadas do Rio, com a sua 23º medalha de ouro. Após deixar o esporte em 2012 e se envolver em diversas polêmicas, o  mito dá a volta por cima e tem um retorno triunfante às piscinas, deixando todos boquiabertos com tamanha determinação. É como se a cada braçada ele batesse um novo recorde.

Michael Phelps mostra sua 20ª medalha de ouro em Olimpíadas (Foto: Lucas Lima)
Michael Phelps mostra sua 20ª medalha de ouro em Olimpíadas (Foto: Lucas Lima)

Por falar em garra e determinação, a judoca brasileira Rafaela Silva também se superou na Rio 2016. Após a dor da derrota em Londres 2012 e um retorno negativo do público, com ofensas racistas, a atleta quase abandou o esporte. Mas com a sua força e o apoio de quem realmente acredita em seu potencial, ela mostrou para o que veio e dentro do tatame deu o recado que estava preso na garganta há quatro anos. Da Cidade de Deus para o mundo, Rafaela foi coroada no lugar mais alto do pódio e trouxe o primeiro ouro do Brasil nesses jogos.

O segundo ouro olímpico do Brasil veio do atletismo, com Thiago Braz.  O atleta vinha travando uma guerra constante contra sua própria mente. Thiago superou todos os seus medos e se reinventou saltando impressionantes 6,03m para levar a medalha de ouro, com direito a novo recorde olímpico. Foi emocionante!

Thiago Braz comemora a vitória no salto com vara.
Thiago Braz comemora a vitória no salto com vara.

Falar de superação é bem mais que conquistar um medalha de ouro nas Olimpíadas, é não desistir do sonho, é acreditar na sua capacidade e foi isso que fez Diego Hypólito. Com uma medalha de prata pôde mostrar a todos que os insucessos de Pequim e Londres serviram de aprendizado para chegar na Rio 2016 e conquistar o segundo lugar na modalidade. Mas o melhor ainda está por vir e ele promete ser ouro na ginástica em 2020.

“Nunca deixe que digam até onde vai o seu sonho. Se a gente cair, temos o direito de levantar de cabeça erguida em busca dos nossos sonhos.” é o que declara o atleta, emocionado, após descer do pódio.

Diego Hypólito após a conquista da sua medalha de prata nas Olimpíadas 2016
Diego Hypólito após a conquista da medalha de prata nas Olimpíadas.

Colecionar medalhas de ouro, bater recordes mundiais, superar duas derrotas olímpicas, vencer o preconceito e subir ao pódio… Tudo isso só foi possível para esses atletas porque, além da determinação, contaram com o apoio de profissionais que acreditaram no potencial de cada um e não deixaram que eles desistissem. Coaches, e psicólogos, vocês tem todo o meu respeito por mostrarem ao mundo que podemos alcançar a vitória, usando todas as nossas emoções ao nosso favor.

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