Milagres do Paraíso: um filme que mudará sua forma de ver a vida

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Sabe aqueles filmes que não terminam quando acabam? Que ficam ecoando por dias e dias na sua cabeça? Milagres do Paraíso (2016), de Patricia Riggen, é bem assim.

O filme se baseia numa história real que aconteceu, em 2011, na cidade de Cleburne, no Texas. O casal, Kevin (Martin Henderson) e Christy (Jennifer Garner), são os país de Annabel (Kylie Rogers), diagnosticada com uma doença grave no intestino, que pode levá-la à morte. No drama, temos uma mãe que, em meio ao desespero, tenta todas as possibilidades para a cura da filha. Desacreditada pela medicina e com a fé em Deus totalmente abalada, Christy, não desiste de procurar o melhor tratamento para a filha, em Boston.

Uma história encantadora que, ao chegar ao fim, me fez refletir sobre o quanto somos cegos ao verdadeiro milagre que é a vida. Muitas vezes, clamamos tanto a Deus um grande milagre em nossas vidas e esquecemos de ver os diversos milagres que acontecem conosco, diariamente. Chegar em casa ilesa depois de um dia inteiro de trabalho, receber um bom dia ou um elogio verdadeiro, são algumas coisas que nos acontecem com frequência, mas não percebemos a mão de Deus e nem agradecemos o suficiente.

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Alegria da família ao sair do hospital, com o Dr. Nurco.

Para enxergar como milagres esses pequenos agrados de Deus, é preciso fé, mesmo que ela seja pouca, mesmo que seja como um grão de mostarda. É ela que nos move a acreditar naquilo que todos desacreditam. Apenas com fé podemos valorizar pequenas gentilezas e ter esperança na conquista do impossível. E quando ela estiver fragilizada? “Senhor, aumenta a nossa fé!” (Lc 17: 5). Não tem outra saída, é só pedir.

Um trecho do filme, em que Christy está conversando com seu pastor, me marcou bastante. Ela diz: ‘Eu não sei onde está a minha fé agora.’ e pastor responde: ‘Todo mundo vai ter problemas e vejo dessa forma: eu tenho lutado com fé e tenho lutado sem ela. E vou te dizer, é muito mais fácil com!” Ter fé não é sinônimo de uma vida sem problemas. É passar por eles de uma forma mais simples e menos dolorosa.

Em uma fração de segundos, me vi pensando nos grandes milagres que já aconteceram comigo, em tudo que Deus já me deu e me permitiu viver. Me veio também, em pensamento, aqueles anjos, que Ele coloca em nossos caminhos, para tornar a vida ainda mais doce. Impossível assistir esse filme e não ser tomada pelos melhores sentimentos. Impossível não se emocionar. Chorei? Chorei! Creio que até os mais céticos não economizam nas lágrimas.

E como não basta apenas um história inspiradora para um filme só, Milagres do Paraíso ainda me deu de brinde uma das minhas bandas preferidas, Third Day, tocando I Need a Miracle (Eu Preciso de um Milagre). Aí, pronto! Sem estruturas nenhuma pra isso! Esta música é uma verdadeira oração naqueles momentos em que tudo parece perdido, mas que, com a fé, o milagre acontece.

Mesmo com os spoilers do próprio trailer, Milagres do Paraíso me surpreendeu bastante. Com uma abordagem leve e sem julgamentos, o filme traz à tona a fé, sem apelar para interferências religiosas. Tenho certeza que algo de muito bom ficará ecoando dentro de você por muito tempo!

“Só há duas maneiras de viver a vida: a primeira é vivê-la como se os milagres não existissem. A segunda é vivê-la como se tudo fosse milagre” Essa frase de Albert Einstein, citada no filme, é exatamente como tento ver a vida. Não há meio termo! E você? Como está disposto a viver a partir de agora? Da primeira ou da segunda maneira?

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