Aonde foram parar meus sonhos de criança?

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Esses dias assisti a um filme que me fez refletir sobre algo que, até então, não tinha parado pra pensar a fundo: onde foram parar meus sonhos de criança? No mesmo instante parei e voltei aos meus seis anos de idade e lembrei do que sempre quis ser quando tivesse a idade que tenho hoje. Sonhava em ser jornalista de TV, apresentando um jornal ou um programa de TV. 

Até muito tempo esse sonho ficou bem vivo em minha mente, não sendo à toa e sem nenhuma dúvida, que escolhi a faculdade de Jornalismo. Conhecendo um pouco mais a realidade da profissão, percebi que não era bem com TV que queria trabalhar… mas enfim.. aqui estou! Creio que a essência do sonho permaneceu!

O filme que me despertou para esse momento importante da minha vida foi Duas Vidas. Ele conta a história de Russ Duritz, um profissional bem-sucedido com a vida de cabeça para baixo, que encontra Rusty, ele mesmo com apenas 8 anos. Sua miniatura de 8 anos, fica perplexo ao ver que sua versão adulta chegara aos 40 anos sem ter um cachorro, sem ter uma esposa e sem pilotar um avião, seu grande sonho.

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No filme, Russ sonhava em ser aviador, mas acabou se tornando um assessor de imagem frustrado. Ele não tinha relacionamento nenhum com seu pai e sempre evitou lembrar de sua infância. Por isso, eu te pergunto: O que você faz hoje tem haver com aquilo que sempre sonhou quando criança? 

No ápice do filme, Russ volta ao seu passado e consegue se lembrar do grande trauma causado pelo seu pai, que paralisou de vez seus sonhos. A partir desse momento, ele conseguiu identificar tudo que o impossibilitou de ser plenamente feliz. No mesmo instante, eu me perguntei: onde meus sonhos se transformaram? Qual o momento foi decisivo na minha vida para que eu deixasse de lado algumas coisas que sempre quis.

E você? Lembra onde o seu sonho parou? O que te impediu de continuar sonhando com aquilo que brilhava seus olhos quando criança? Às vezes nossos sonhos mudam à medida que crescemos, mas a essência sempre fica! Qual a essência que ficou em você? O que você faz hoje tem a ver com o que você sonhou?

Caso nada esteja como planejado, chegou a hora de dar uma pausa! Pare um pouco e pense se o que você faz hoje realmente te faz feliz. Pense se você está no caminho certo para conquistar aquilo que tanto sonhou, aquilo que brilhavam os seus olhos quando criança.

Se tudo estiver de acordo com os seus sonhos, parabéns! 😀 Não tire o foco daquilo que realmente te inspira a ser alguém melhor! Caso você perceba que não está no caminho que te trará a verdadeira felicidade, faça igual ao Russ, volte aos seu passado e identifique o momento em que deixou de sonhar e crie um novo amanhã!

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Até mais… 😉

O que ninguém me falou sobre A Cabana

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Quero hoje falar sobre um filme que me despertou para diversos questionamentos até então sem explicação. Um filme que certamente veio ser luz e esperança para muitos jovens que nunca tiveram contato nenhum com Deus. A Cabana, uma grata e delicada surpresa sobre as diversas formas de Deus se manifestar conosco. Um filme que mostra um Papai cheio de amor, que não julga, não condena, apenas ama.

Como eu não tinha lido o livro (ainda bem), foi tudo muito surpreendente. Desde a forma que Deus se manifestou para Mack, até a forma que Ele ensinou o sentido do verdadeiro amor. Até a metade do filme, ainda tinha aquela esperança da criança reaparecer, mas logo depois fui percebendo o propósito. O filme tenta explicar de uma forma totalmente amorosa e piedosa que a morte não é o fim, que toda dor tem um porquê e por trás de quase todas as tristezas que vivemos tem um perdão a ser dado.

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Antes de assistir ao filme evitei ler sinopse ou assistir trailer. As críticas sempre apareciam na frente. Ouvi falar de muitas heresias, pecados, blasfêmia, enfim. Mas tiveram algumas observações que não vi em lugar nenhum. O filme (assim como o livro) não é baseado em fatos reais e nem na Bíblia, o filme é uma ficção. Uma linda ficção que pode ser a primeira experiência de alguém com o Amor de Deus.

Quantas pessoas não conheceram a Deus ao ler ou assistir A Cabana? Quantos pessoas passaram a entender e a conviver com a morte de alguém muito querido, após assistir à experiência de Mack? Quantas filhos não perdoaram seus pais? Quantos pais não passaram a dar mais amor aos seus filhos?

A Cabana, para mim, vai muito além de um filme, é uma experiência espiritual. É uma pequena amostra da grandeza que é o Amor do Pai. É um pequeno exemplo de uma vida completa e feliz com a luz da santíssima Trindade. É autoconhecimento. Um bom momento de você olhar para dentro de si e enxergar que é hora de parar, buscar a Deus para enfim recomeçar. É não desistir de remar e olhar para Deus quando tudo parecer difícil.

Quantas vezes Deus nos convidou a voltar à alguma cabana de nossas vidas para curar de vez uma dor ou mágoa profunda? Quantas vezes nos acomodados com esse sentimento ruim dentro de nós, virando aquela mágoa de estimação?

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Aprendi que o mal existe, mas que ele não vem de Deus! O mal não vem de Deus!!! Mas ele, sendo pai e Amor, consegue (se permitirmos) transformar tudo de ruim em aprendizado, em crescimento e em força. Ele, com todo seu amor, nos dá tudo que precisamos para um recomeço! Afinal, nascemos para amar e sermos amados!

Mas para mim, o que ficou mais forte é que muitas vezes achamos que somos juízes  e só sabemos apontar aquilo que os outros tem de pior. Porém, quando, no filme, a Sabedoria encontra Mack e o coloca como de fato um juiz, escolhendo entre os seus dois filhos, ele ver o quanto é essa posição não compete ao homem. Apenas Deus é capaz de julgar!  “Desista de ser juiz e no meio da sua dor, você poderá abraçar o amor e esse é o início da viagem para casa…”

5 lições que aprendi com o filme “Desafiando Gigantes”

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Um time de futebol High School em um momento nada bom; comandado há seis anos pelo técnico Grant Taylor; um treinador prestes a ser demitido de sua função, por nunca levar sua equipe ao título da temporada; e um casal em crise, após quatro anos tentando ter filhos. É assim que começa Desafiando Gigantes, um filme que me fez refletir muito sobre a importância de confiar em Deus a todo instante e tê-lo como o centro de tudo. Separei pra vocês mais cinco lições que aprendi, mas se quiserem posso listar até vinte, de tão lindo que é esse filme.

  • Agradecer pelas vitórias e derrotas

A partir do momento que o treinador percebeu que era preciso colocar Deus no centro do time, ele passou a estimular a equipe a agradecer após todos os jogos, não importa o resultado. Desta forma, a equipe percebeu que, além de agradecer pelas partidas que venceram, é fundamental agradecer também pelos momentos difíceis, afinal é com eles que temos mais aprendizados.

Agradecer a Deus pela conquista de uma promoção no emprego é tão importante quanto ser grata por todas as oportunidades que me foram negadas no momento que mais precisava. Afinal, assim posso dar a devida importância ao que tenho hoje e posso também me preparar mais para subir degraus ainda mais altos.

  • Confiar no tempo de Deus

Confiar no tempo de Deus é ter a certeza de que alguma hora e de alguma forma tudo vai dá certo. É fazer a minha parte, confiar que a mudança virá e que existe um Deus maravilhoso agindo ao meu lado. É saber que se algo ainda não aconteceu do jeito que eu queria é porque Deus tem algo bem melhor pra mim.

Foi assim com o casal Grant Taylor e Brooke Taylor. Há quatro anos o eles tentavam engravidar, sem confiar que Deus podia agir. Mas tudo mudou quando eles passaram a acreditar no tempo de Deus!

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  • A dor gera crescimento

Ao ver todo o time desmotivado, o treinador Grant Taylor chama dois jogadores e passa-lhes um desafio pedindo para que ele dê o melhor de si. Ele coloca vendas nos olhos do jogador que deve carregar outro jogador nas costas, e diz que faz isso para que ele não desista. Enquanto isso os colegas de time riem e duvidam que ele vá conseguir atingir a meta, porém, o jogador vai além da meta estipulado pelo treinador e consegue atravessar todo o campo com o colega nas costas. E os colegas ficam fascinados com isso.

Com essa cena eu pude ver o quanto as vezes é necessário uma venda diante dos nossos olhos para que possamos acreditar no quanto somos capaz. É preciso muitas vezes passar pela dor para crescer e acreditar o quanto podemos. Com esse trecho, aprendi que precisamos mais confiar em nós mesmo e que a perseverança é uma grande aliada dos que alcançam seus objetivos.

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  • Honre seus pais

Não é à toa que este é o quarto mandamento da Lei de Deus e a quarta lição que aprendi com filme. Honrar pai e mãe é uma forma segura de amar a Deus sobre todas as coisa. Essa é uma lição que aparece de forma sutil no filme, mas que faz toda a diferença para o desempenho de um dos jogadores do time. Muitas vezes desrespeitamos aqueles que mais nos amam. Muitas vezes julgamos algumas atitudes de nossos pais, mas a gente esquece do que Deus pediu. Apenas amar! Eles são humanos, eles fazem tudo com amor.

  • Escute sempre a voz do seu treinador

Mesmo quando tudo parece não fazer sentido, mesmo quando não tiver mais forças físicas e psicológicas, a decisão mais sábia que podemos tomar é a de continuar ouvindo as palavras encorajadoras dAquele que conhece o nosso verdadeiro potencial e que nos convidou a darmos o primeiro passo, o nosso Deus. Ainda que abandonados por todos no meio do percurso… nosso Treinador não desiste de nós, Ele continua andando ao nosso lado e dizendo “vamos, só mais um pouco, eu sei que você pode”.

Milagres do Paraíso: um filme que mudará sua forma de ver a vida

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Sabe aqueles filmes que não terminam quando acabam? Que ficam ecoando por dias e dias na sua cabeça? Milagres do Paraíso (2016), de Patricia Riggen, é bem assim.

O filme se baseia numa história real que aconteceu, em 2011, na cidade de Cleburne, no Texas. O casal, Kevin (Martin Henderson) e Christy (Jennifer Garner), são os país de Annabel (Kylie Rogers), diagnosticada com uma doença grave no intestino, que pode levá-la à morte. No drama, temos uma mãe que, em meio ao desespero, tenta todas as possibilidades para a cura da filha. Desacreditada pela medicina e com a fé em Deus totalmente abalada, Christy, não desiste de procurar o melhor tratamento para a filha, em Boston.

Uma história encantadora que, ao chegar ao fim, me fez refletir sobre o quanto somos cegos ao verdadeiro milagre que é a vida. Muitas vezes, clamamos tanto a Deus um grande milagre em nossas vidas e esquecemos de ver os diversos milagres que acontecem conosco, diariamente. Chegar em casa ilesa depois de um dia inteiro de trabalho, receber um bom dia ou um elogio verdadeiro, são algumas coisas que nos acontecem com frequência, mas não percebemos a mão de Deus e nem agradecemos o suficiente.

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Alegria da família ao sair do hospital, com o Dr. Nurco.

Para enxergar como milagres esses pequenos agrados de Deus, é preciso fé, mesmo que ela seja pouca, mesmo que seja como um grão de mostarda. É ela que nos move a acreditar naquilo que todos desacreditam. Apenas com fé podemos valorizar pequenas gentilezas e ter esperança na conquista do impossível. E quando ela estiver fragilizada? “Senhor, aumenta a nossa fé!” (Lc 17: 5). Não tem outra saída, é só pedir.

Um trecho do filme, em que Christy está conversando com seu pastor, me marcou bastante. Ela diz: ‘Eu não sei onde está a minha fé agora.’ e pastor responde: ‘Todo mundo vai ter problemas e vejo dessa forma: eu tenho lutado com fé e tenho lutado sem ela. E vou te dizer, é muito mais fácil com!” Ter fé não é sinônimo de uma vida sem problemas. É passar por eles de uma forma mais simples e menos dolorosa.

Em uma fração de segundos, me vi pensando nos grandes milagres que já aconteceram comigo, em tudo que Deus já me deu e me permitiu viver. Me veio também, em pensamento, aqueles anjos, que Ele coloca em nossos caminhos, para tornar a vida ainda mais doce. Impossível assistir esse filme e não ser tomada pelos melhores sentimentos. Impossível não se emocionar. Chorei? Chorei! Creio que até os mais céticos não economizam nas lágrimas.

E como não basta apenas um história inspiradora para um filme só, Milagres do Paraíso ainda me deu de brinde uma das minhas bandas preferidas, Third Day, tocando I Need a Miracle (Eu Preciso de um Milagre). Aí, pronto! Sem estruturas nenhuma pra isso! Esta música é uma verdadeira oração naqueles momentos em que tudo parece perdido, mas que, com a fé, o milagre acontece.

Mesmo com os spoilers do próprio trailer, Milagres do Paraíso me surpreendeu bastante. Com uma abordagem leve e sem julgamentos, o filme traz à tona a fé, sem apelar para interferências religiosas. Tenho certeza que algo de muito bom ficará ecoando dentro de você por muito tempo!

“Só há duas maneiras de viver a vida: a primeira é vivê-la como se os milagres não existissem. A segunda é vivê-la como se tudo fosse milagre” Essa frase de Albert Einstein, citada no filme, é exatamente como tento ver a vida. Não há meio termo! E você? Como está disposto a viver a partir de agora? Da primeira ou da segunda maneira?