Milagres do Paraíso: um filme que mudará sua forma de ver a vida

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Sabe aqueles filmes que não terminam quando acabam? Que ficam ecoando por dias e dias na sua cabeça? Milagres do Paraíso (2016), de Patricia Riggen, é bem assim.

O filme se baseia numa história real que aconteceu, em 2011, na cidade de Cleburne, no Texas. O casal, Kevin (Martin Henderson) e Christy (Jennifer Garner), são os país de Annabel (Kylie Rogers), diagnosticada com uma doença grave no intestino, que pode levá-la à morte. No drama, temos uma mãe que, em meio ao desespero, tenta todas as possibilidades para a cura da filha. Desacreditada pela medicina e com a fé em Deus totalmente abalada, Christy, não desiste de procurar o melhor tratamento para a filha, em Boston.

Uma história encantadora que, ao chegar ao fim, me fez refletir sobre o quanto somos cegos ao verdadeiro milagre que é a vida. Muitas vezes, clamamos tanto a Deus um grande milagre em nossas vidas e esquecemos de ver os diversos milagres que acontecem conosco, diariamente. Chegar em casa ilesa depois de um dia inteiro de trabalho, receber um bom dia ou um elogio verdadeiro, são algumas coisas que nos acontecem com frequência, mas não percebemos a mão de Deus e nem agradecemos o suficiente.

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Alegria da família ao sair do hospital, com o Dr. Nurco.

Para enxergar como milagres esses pequenos agrados de Deus, é preciso fé, mesmo que ela seja pouca, mesmo que seja como um grão de mostarda. É ela que nos move a acreditar naquilo que todos desacreditam. Apenas com fé podemos valorizar pequenas gentilezas e ter esperança na conquista do impossível. E quando ela estiver fragilizada? “Senhor, aumenta a nossa fé!” (Lc 17: 5). Não tem outra saída, é só pedir.

Um trecho do filme, em que Christy está conversando com seu pastor, me marcou bastante. Ela diz: ‘Eu não sei onde está a minha fé agora.’ e pastor responde: ‘Todo mundo vai ter problemas e vejo dessa forma: eu tenho lutado com fé e tenho lutado sem ela. E vou te dizer, é muito mais fácil com!” Ter fé não é sinônimo de uma vida sem problemas. É passar por eles de uma forma mais simples e menos dolorosa.

Em uma fração de segundos, me vi pensando nos grandes milagres que já aconteceram comigo, em tudo que Deus já me deu e me permitiu viver. Me veio também, em pensamento, aqueles anjos, que Ele coloca em nossos caminhos, para tornar a vida ainda mais doce. Impossível assistir esse filme e não ser tomada pelos melhores sentimentos. Impossível não se emocionar. Chorei? Chorei! Creio que até os mais céticos não economizam nas lágrimas.

E como não basta apenas um história inspiradora para um filme só, Milagres do Paraíso ainda me deu de brinde uma das minhas bandas preferidas, Third Day, tocando I Need a Miracle (Eu Preciso de um Milagre). Aí, pronto! Sem estruturas nenhuma pra isso! Esta música é uma verdadeira oração naqueles momentos em que tudo parece perdido, mas que, com a fé, o milagre acontece.

Mesmo com os spoilers do próprio trailer, Milagres do Paraíso me surpreendeu bastante. Com uma abordagem leve e sem julgamentos, o filme traz à tona a fé, sem apelar para interferências religiosas. Tenho certeza que algo de muito bom ficará ecoando dentro de você por muito tempo!

“Só há duas maneiras de viver a vida: a primeira é vivê-la como se os milagres não existissem. A segunda é vivê-la como se tudo fosse milagre” Essa frase de Albert Einstein, citada no filme, é exatamente como tento ver a vida. Não há meio termo! E você? Como está disposto a viver a partir de agora? Da primeira ou da segunda maneira?

Cearense leva alegria a crianças de Fiji por meio da música

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 Hoje quero falar com você sobre um projeto pra lá de lindo, responsável por proporcionar muita alegria a crianças do outro lado do mundo. Estou falando do Be Happy Music Club, uma ideia genial que vem levando vida e luz, por meio da música, para a garotada das Ilhas Fiji, país da Oceania, composto por 332 ilhas.

O que mais me encanta é saber que quem plantou essa semente do bem foi um cearense arretado, que está fazendo a diferença nas ilhas do Pacífico. André Comaru, 35, está como voluntário permanente residente em Fiji, pelo governo australiano, desde abril, juntamente com sua namorada, Gracie. O casal vem aprendendo muito sobre a vida, vivendo em um lugar paradisíaco e ajudando a construir um futuro melhor para os habitantes do país.

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Tudo começou quando André decidiu tocar violão para crianças da Fiji School of The Blind, uma escola/hostel para crianças com deficiência visual. A partir desta visita ele já percebeu o poder transformador da música para os pequenos. “As mudanças já aconteceram desde a primeira vez que tocamos para eles. Foi possível ver a música mudar o semblante, a confiança e a percepção do movimento corporal das crianças. Por isso ficamos tão tocados a fazer com que esse projeto, de fato, acontecesse.”

O casal decidiu, então, dar continuidade ao projeto social, tendo a música como uma fonte de inspiração para inclusão social, construção de personalidade e construção de confiança dos pequenos. De acordo com André, muitas dessas crianças têm suas deficiências e às vezes não se sentem parte da sociedade, da comunidade, e alguns deles nem sequer se sentem parte de sua própria família.

Atualmente, o projeto introduz a música e a dança, ensina sobre instrumentos musicais e grandes nomes da música mundial a crianças com alguma desabilidade física, motora ou mental de Fiji. Sem sede própria, o objetivo é expandir, reabilitar e promover qualidade de vida a qualquer criança. “Convivendo com elas, passamos a dar valor a outras coisas e a sermos gratos por estarmos vivendo tudo isso.”

Para que o Be Happy Music Club possa alcançar mais crianças é preciso que outras pessoas, pelo mundo, abracem essa causa. De acordo com André, o projeto já tem contatos para começar na Austrália, em Hong kong, na Nova Zelândia e na Holanda. Para ser um embaixador do Be Happy, não é necessário doação ou investimento financeiro. Basta apenas boa vontade, muita alegria e um instrumento musical. 

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“Um momento que nunca vamos esquecer aconteceu em uma das sessões, quando uma criança deficiente visual, com autismo, levantou sozinha e começou a dançar.”

Ainda não tive a oportunidade de ver de perto as mudanças que esse projeto vem trazendo aos moradores de Fiji. Mas estou aqui, do outro lado, com os olhos brilhando de felicidade e torcendo para que cada vez mais crianças sejam transformadas.

Caso você tenha interesse em espalhar a alegria da música aos nossos pequenos, manda um e-mail para: behappymusicclub@gmail.com. Conheça mais sobre o Be Happy Music Club, acessando a página do projeto no Facebook. Siga também no Instagram >> @behappymusicclub

Alguém Conhece Alguém Que: a Corrente do Bem do Facebook

Hoje venho falar de um grupo do Facebook que tem todo o meu respeito e que vem ajudando e até mudando a vida de muita gente. Objetos encontrados, adoção de animais abandonados, pedidos de doação, denúncia, tudo isso e muito mais pode ser encontrado no “Alguém conhece alguém que…(ACAQ)”. O grupo é administrado pelos publicitários Jefferson Cavalcante e José Crescêncio e pelo jornalista Nut Pereira.

Atualmente o grupo tem quase 95 mil membros e a tendência é aumentar cada vez mais. É muito difícil mensurar quantas pessoas já foram beneficiadas pelo ACAQ, mas já se sabe que partir dele, muitos outros grupos foram formados, como: de apoio a animais, de ajuda a instituições, de pessoas interessadas em jogar carimba, de pessoas que ocupam espaços públicos.

É sensacional ver como existe gente disposta a ajudar pessoas com todo tipo de pedido. Diariamente, são muitas histórias que aparecem por lá, mas existem algumas que são bem interessantes, me inspiraram e tiveram uma boa repercussão na mídia cearense. Segue aí:

Internauta localiza fã “perdido” de Antônio Fagundes e entrega foto duas décadas depois

Em uma postagem no grupo Alguém Conhece Alguém Que, Eberth contou que há duas décadas ele e sua irmã estavam em um circo de Fortaleza, quando um fã do ator Antônio Fagundes pediu para Alani tirar uma fotografia dele com o artista, pois o filme de sua câmera tinha acabado. Depois da foto, Alani e o então desconhecido trocaram contatos com a ideia de entregar a fotografia em outro momento, fato que nunca aconteceu. O desfecho dessa história foi emocionante. A fotografia foi entregue a Glautier Freitas Oliveira, sobrinho de Toinho, o homem da foto, que morreu em 1994. Foram mais de 300 compartilhamentos e quase mil curtidas.

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Postagem da internauta, procurando o senhor da foto.

Casal queria vender trufas para pagar casamento, e acabou ganhando festa completa

Esse case de sucesso é um dos mais inspiradores para mim! tudo aconteceu quando o casal Rafaela Felix e Fernando Lucas foi fotografado na Av. Beira Mar vendendo trufas  para arrecadar grana para o casamento. O que eles não podiam imaginar é que essa foto lhes renderiam uma festa completa. Após a publicação, foi uma chuva de solidariedade o Facebook, que dava gosto de ver. O casal ganhou um book completo antes da festa, cerimonial, bolo, músicos e  muito mais! Foi inspirador ver o amor ganhar espaço e mobilizar tanta gente! O casamento acontece dia 11 de outubro de 2016 e graças à Corrente do Bem do Facebook, esse sonho vai se realizar!

Casal vendendo trufas para arcar com os custos do casamento.
Casal vendendo trufas para arcar com os custos do casamento.

Rapaz mobiliza pessoas pelo mundo para fazer pedido de casamento em Fortaleza

E que tal ver o amor ganhar a timeline do Face novamente? Dessa vez o cupido acertou Tiago Maia e Luciana Martins. O rapaz queria que o máximo de pessoas soubesse o quanto ele ama Luciana Martins. Com a ajuda de Ingrid Paixão, irmã da noiva, ele decidiu usar as redes sociais para fazer um pedido de casamento cheio de criatividade.

Ingrid precisava manter segredo e decidiu pedir a uma pessoa desconhecida que ela solicitasse na Corrente do Bem do Face que pessoas de vários estados/países escrevessem em uma folha uma determinada frase “Luciana o mundo inteiro sabe que o Tiago te ama!” e registrasse em foto. Essas imagem seriam impressas e entregues por Tiago à Luciana  no dia do pedido de casamento. A repercussão foi sensacional! No dia 16 de janeiro de 2016, Tiago fez o tão esperado pedido com fotos de pessoas do mundo inteiro afirmando o amor de dele por Luciana. O casamento aconteceu dia 10 de agosto!!!

Casal Tiago Maia e Luciana Martins após o pedido de casamento.
Casal Tiago Maia e Luciana Martins após o pedido de casamento.

Cearense busca dona de sapatilha perdida no show do Iron Maden

Uma sapatilha preta, de numeração 36, foi o pivô de uma postagem muito polêmica no ACAQ.  Tudo aconteceu no show do Iron Maden, em Fortaleza, quando Davi Gadelha achou o calçado e procurou pela dona dele no grupo. Depois de mais de 3,5 mil curtidas e 763 comentários, Marina Moura, a dona da sapatilha foi encontrada. O casal se encontrou pela primeira vez nos estúdios da rádio Tribuna Band News, onde Tiago entregou  a sapatilha da cinderela do rock (como ficou conhecida). Por pouco o final dessa história não acabou em romance, mas foi muito divertido acompanhar a procura de Davi por Marina!

Davi busca dona de sapatilha no show do Iron Maden.
Davi busca dona de sapatilha no show do Iron Maden.

Essas histórias que aparecem no Alguém Conhece Alguém Que são a prova de que ainda existe muita gente por aí disposta a ajudar o próximo. Muitas vezes o que falta é um pequeno incentivo e boas companhias. Agora isso não é mais problema! Existem mais de 90 mil pessoas dispostas a te ajudar a praticar o bem e a encontrar o que você precisa! Boa sorte!

 

 

Alimentando o corpo e a alma na Serra do Ouro, em Uruburetama

Prontos para subir a Serra do Ouro.
Prontos para subir a Serra do Ouro.

Se tem uma palavrinha que vocês ainda vão ler muuuuito por aqui é GRATIDÃO!

Impossível não agradecer a Deus todos os dias pelo que acontece comigo, principalmente quando se trata de um domingo cheio de sorrisos, boas companhias e cestas básicas distribuídas. Parece que vivi vários dias em um só. Isso tudo aconteceu em um local chamado Serra do Ouro, em Uruburetama, onde é possível ver beleza em tudo!

Estou falando de um local cheio de extremos, com casas bem distantes umas das outras e de difícil acesso. Quando falo de difícil acesso, não estou exagerando (juro)! Para chegar ao topo da serra, tivemos que subir um quilômetro de estrada totalmente íngreme e bem estreita, onde só é possível subir de moto, jumento ou a pé.

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Nossa missão (grupo Gratidão) lá foi distribuir cestas básicas para mais de 100 famílias, que já estavam devidamente cadastradas e avisadas sobre a nossa chegada. Um dia antes as cestas básicas já haviam chegado, carregadas por jumentos.   

Durante a subida, não tínhamos noção do que nos esperava lá em cima. Essa sensação eu sei que nunca vou esquecer! Após mais de uma hora de caminhada. Concluímos a subida, às 11:30. Ao chegar encontramos muitos sorrisos de crianças, idosos e pais de família, que nos esperavam desde às 7 da manhã. Os olhares eram bem atentos e curiosos a nossa chegada!

Ao chegar no alto da Serra do Ouro, todos que estavam a nossa espera se reuniram e cantaram uma música linda para a gente! “Amigos para sempre é o que nós iremos ser…” E nessa hora realmente caíram vários ciscos nos olhos. Era muita humildade e gentileza para um dia só. Acho que nunca vi na minha vida pessoas tão educadas e gentis! Em poucos minutos sumiram cansaço e as dores no corpo. A energia que existe naquele lugar é indescritível.

 

 

Entrega de cestas básicas.Estavam todos reunidos na casa da dona Ray (ela é quase uma líder da comunidade). Durante a ação fizemos um lanche com as famílias, distribuímos brinde para todas as crianças ali presentes e entregamos as 200 cestas básicas. Diante da nossa dificuldade de chegar até ali, era impossível não me colocar no lugar deles. Foi um momento único, poder ver a alegria no rosto daquelas pessoas que precisam fazer aquele percurso tão difícil todos os dias.

Quando terminamos de entregar as cestas básicas, fomos visitar uma gruta de Nossa Senhora em uma parte ainda mais alta da serra (sim, ainda tivemos fôlego para isso!). Mas valeu a pena! Paz interior e muita gratidão a Deus por tudo aquilo. Subindo um pouco mais a serra chegamos à casa do senhor Dedé, que ainda nos premiou com uma água de côco tirada na hora. Lá de cima pudemos contemplar a vista mais linda da Serra do Ouro!

Chegando ao topo da Serra do Ouro
Chegando ao topo da Serra do Ouro

Quando voltamos à casa da dona Ray, já estava a nossa espera um banquete preparado com muito carinho. Tudo uma delícia! Almoçamos, descansamos um pouco e seguimos viagem. Descemos a serra mais leves, felizes e ao mesmo tempo carregado de sentimentos bons. Várias lições para voltar comigo em um dia só. Lição de humildade, paciência, perseverança e cuidado. E, sem dúvida, voltamos com a certeza de que recebemos muito mais que doamos. 

“Um simples ato de carinho cria uma onda sem fim!”

Veja todas as fotos da ação na Serra do Ouro:

cruz da gruta
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Imagem de Nossa Senhora na gruta.
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Imagem de Nossa Senhora na gruta.
Gruta de Nossa Senhora.
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Gruta de Nossa Senhora.
Lanche antes da entrega de cestas.
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Lanche antes da entrega de cestas.
Subindo a Serra do Ouro
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Subindo a Serra do Ouro
Entrega de cestas básicas.
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Entrega de cestas básicas.
Entrega de lanche para as famílias na Serra do Ouro.
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Entrega de lanche para as famílias na Serra do Ouro.
Grupo gratidão em frente à casa da dona Ray.
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Grupo gratidão em frente à casa da dona Ray.
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Almoço preparado com muito carinho para o grupo Gratidão.
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Almoço preparado com muito carinho para o grupo Gratidão.
fila para entrega de cestas
entrega de cestas
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Chegando ao topo da Serra do Ouro
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Chegando ao topo da Serra do Ouro
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Prontos para subir a Serra do Ouro.
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Prontos para subir a Serra do Ouro.

Rio 2016: histórias de garra e superação nas olimpíadas

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Rafaela Silva após a conquista do seu primeiro ouro olímpico.

Antes mesmo de começar a ver o mundo dar um show no esporte aqui no meu país, a abertura da Rio 2016 já me deixou maravilhada. Costumo dizer que o Rio de Janeiro, por si só, já é acolhedor e místico. Em clima de jogos olímpico, então, dispensa comentários.

Durante esse jogos, vejo algo muito mais envolvente e contagiante acontecendo, mesmo o Brasil estando com apenas nove medalhas (até então) e com um desempenho aquém dos seus concorrentes. Poder presenciar, mesmo que pela TV, a trajetória de superação de alguns atletas até subir ao pódio está sendo revigorante.

Michael Phelps, a lenda da natação mundial, se despede do esporte nas Olimpíadas do Rio, com a sua 23º medalha de ouro. Após deixar o esporte em 2012 e se envolver em diversas polêmicas, o  mito dá a volta por cima e tem um retorno triunfante às piscinas, deixando todos boquiabertos com tamanha determinação. É como se a cada braçada ele batesse um novo recorde.

Michael Phelps mostra sua 20ª medalha de ouro em Olimpíadas (Foto: Lucas Lima)
Michael Phelps mostra sua 20ª medalha de ouro em Olimpíadas (Foto: Lucas Lima)

Por falar em garra e determinação, a judoca brasileira Rafaela Silva também se superou na Rio 2016. Após a dor da derrota em Londres 2012 e um retorno negativo do público, com ofensas racistas, a atleta quase abandou o esporte. Mas com a sua força e o apoio de quem realmente acredita em seu potencial, ela mostrou para o que veio e dentro do tatame deu o recado que estava preso na garganta há quatro anos. Da Cidade de Deus para o mundo, Rafaela foi coroada no lugar mais alto do pódio e trouxe o primeiro ouro do Brasil nesses jogos.

O segundo ouro olímpico do Brasil veio do atletismo, com Thiago Braz.  O atleta vinha travando uma guerra constante contra sua própria mente. Thiago superou todos os seus medos e se reinventou saltando impressionantes 6,03m para levar a medalha de ouro, com direito a novo recorde olímpico. Foi emocionante!

Thiago Braz comemora a vitória no salto com vara.
Thiago Braz comemora a vitória no salto com vara.

Falar de superação é bem mais que conquistar um medalha de ouro nas Olimpíadas, é não desistir do sonho, é acreditar na sua capacidade e foi isso que fez Diego Hypólito. Com uma medalha de prata pôde mostrar a todos que os insucessos de Pequim e Londres serviram de aprendizado para chegar na Rio 2016 e conquistar o segundo lugar na modalidade. Mas o melhor ainda está por vir e ele promete ser ouro na ginástica em 2020.

“Nunca deixe que digam até onde vai o seu sonho. Se a gente cair, temos o direito de levantar de cabeça erguida em busca dos nossos sonhos.” é o que declara o atleta, emocionado, após descer do pódio.

Diego Hypólito após a conquista da sua medalha de prata nas Olimpíadas 2016
Diego Hypólito após a conquista da medalha de prata nas Olimpíadas.

Colecionar medalhas de ouro, bater recordes mundiais, superar duas derrotas olímpicas, vencer o preconceito e subir ao pódio… Tudo isso só foi possível para esses atletas porque, além da determinação, contaram com o apoio de profissionais que acreditaram no potencial de cada um e não deixaram que eles desistissem. Coaches, e psicólogos, vocês tem todo o meu respeito por mostrarem ao mundo que podemos alcançar a vitória, usando todas as nossas emoções ao nosso favor.

Minha experiência na JMJ de Madrid

Gente, hoje começa a Jornada Mundial da Juventude, na Cracóvia! O evento é um mega encontro de jovens (de corpo e alma) do mundo inteiro, que durante uma semana participam de eventos católicos na cidade.

É com o coração pulando de alegria que venho falar pra vocês um pouco do que é viver essa experiência! Nesse primeiro post vou falar sobre como foi minha experiência na JMJ de Madrid. No próximo compartilho com você o que vivi na JMJ do Rio, em 2013.

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Todos os jovens reunidos durante a missa de envio.

Minha primeira vez na JMJ foi em 2011, em Madrid. Eu não tinha noção da grandiosidade desse evento. Foram seis dias hospedada em um ginásio em Guadalajara, uma cidade próxima a Madrid, juntamente com vários brasileiros. Diariamente vivíamos uma nova emoção seja numa missa, catequese ou até mesmo em ver pessoas de diversos países vivendo uma só experiência.

Em uma das missas que participei em Guadalajara, a frase de um morador madrilenho me marcou bastante: “vocês estão reabrindo nossas igrejas” Estávamos em uma igreja fechada há cinco anos. É como se nós, jovens, trouxéssemos de volta a fé dos moradores, diante de uma Europa com igrejas virando museus.

Foi uma JMJ quente (muuuuuito quente), além do verão de sensação térmica de 50°, milhões de jovens estavam fervilhando de amor e esperança por dias melhores. Tenho a certeza que podemos mostrar ao mundo e à Madrid, o porquê de estarmos alí!

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Corpo de bombeiros refrescando os jovens.

Nosso calor podia ser aliviado por um balde de água, gentilmente, jogado por moradores enquanto caminhávamos nas ruas ou por um carro dos bombeiros (Sim! A gente correu atrás do carro dos bombeiros em busca de um jato refrescante de água).

O ápice do evento foi (e sempre é) a vigília, momento que os jovens, dos quatro cantos do mundo, passamos a noite em oração com o papa Bento XVI e muita chuva, raios e trovões (Sim! o tempo virou!). Uma noite inesquecível! No dia seguinte, acordamos com um sonoro “bom dia” do papa e já dando início à nossa última missa do evento e anunciando que a próxima JMJ seria no Rio de Janeiro! Uaaaaaaaaaaaaaau! Eu já me sentia lá!!!

Quando Jornada terminou, meu grupo ainda foi para Ávila e Toledo, onde limpei minha vista com paisagens e castelos incríveis! Depois de seis dias de sono num colchão inflável quase seco, pude saber o que é uma cama! (Mas nenhum um conforto paga a experiência vivida).

É uma pena eu não poder compartilhar com vocês as fotos lindas que tirei nessa jornada. No voo de volta para casa, roubaram minha câmera com quase todas as fotos (Dá vontade de chorar quando lembro disso. kkk). Minhas lembranças desse momento incrível estão na memória e nas fotos em grupo.

Fique atento ao próximo post! Vou contar como foi incrível viver essa experiência na cidade maravilhosa.

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Encontro de brasileiros e argentinos.
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Ao chegar em Cuatro Vientos para a vigília.

 

Uma onda de cidadania na Praia da Caponga (CE)

Evandro Amaral

 

Sol, mar, surf e sala de aula, é nesse universo que acontece o Projeto Surf na Escola, uma iniciativa que vem mostrando que é possível formar cidadãos do bem, aliando educação, arte e esporte.

O projeto foi criado, há 9 anos, a partir do sonho de três irmãos em fazer do surf um vetor de transformação para o destino de crianças e jovens estudantes da rede pública de ensino na Praia da Caponga, em Cascavel.

Para Marquinhos Farney, responsável pelo projeto, é muito gratificante ver as crianças indo para o caminho do bem, fazendo coisas novas e seguindo sempre em frente e longe das drogas.

“O meu desejo é que esses jovens nunca deixem de sonhar e que apareçam novos projetos para várias crianças, para que elas não encontrem caminhos escuros na estrada da vida”

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Atualmente o Surf na Escola trabalha com mais de 100 crianças da comunidade e tem como base a educação, mesmo sendo o surf a atividade principal do projeto. Em contraturno com as escolas, os alunos também recebem acompanhamento pedagógico, aulas de arte e de música.

Para participar das aulas práticas dentro da água os alunos precisam passar pelo reforço escolar e ter um bom desempenho nos estudos. “As crianças trazem as tarefas de casa para serem feitas aqui no projeto e só fazem qualquer outra atividade depois que terminarem”, explica a educadora Bruna Gama.

Na praia, os alunos não apenas recebem aulas de surf, mas também de sustentabilidade, com mutirões de limpeza organizado constantemente pelo projeto.

 

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Crianças do Projeto após atividade de limpeza da praia.

 

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Conheci o Surf na Escola com alguns amigos no ano passado. Foi uma manhã inteira de brincadeiras e aprendizado com essa garotada. É maravilho ver de perto o impacto dessa iniciativa na comunidade como um todo.

A alegria de ser uma mãe social

TIA FRANCISCA

 

Minha inspiração de hoje é uma mulher cheia de luz, que conseguiu ver O Lado Bom em meio a tanta dor. Tia Francisca, 37, trabalha, há dois anos, como mãe social na Casa do Menor São Miguel Arcanjo, em Fortaleza, onde cuida de quase dez crianças, como se fossem seus filhos.

Mãe Social é a pessoa responsável por educar e cuidar de crianças, adolescentes e jovens que por diversos motivos tiveram seus vínculos familiares fragilizados ou rompidos (negligência, discriminação, abuso e exploração).

É apaixonante ver o empenho e cuidado que Tia Francisca dedica aos pequenos. Amar, sem restrição, cada uma das crianças acolhidas pelo abrigo é o que move esta mulher, desde a morte de sua filha, Vitória.

“Quando perdi minha filha, questionei muito a Deus, mas hoje vejo o quanto Ele foi bom comigo, me dando de presente muitos filhos. Esses meninos são tudo na minha vida”

Em junho deste ano fez 10 anos que Vitória faleceu. Uma lembrança que, inevitavelmente, acompanhará para sempre Tia Francisca . Mas o bom disso tudo, é ver o que a ausência de sua filha é um combustível para que ela dedique-se ainda mais a sua missão.

“O amor que eu tinha para dar à ela, eu dedico aos meus filhos da Casa do Menor e eles me devolvem em dobro”.

Como mãe social, Tia Francisca é responsável por bebês recém-nascidos e crianças de até 5 anos. Ela vem sendo uma referência materna para essas crianças, na maioria das vezes, a única que elas terão na vida.

“Nesse trabalho eu me achei. Eu me sinto a mulher mais feliz do mundo, quando eu chego e os meninos me chamam de “mamãe”. Só Deus mesmo para trazer aquele sorriso que chega tão sofrido e que demora tanto para ser conquistado”.

Presente em oito estados, a Casa do Menor São Miguel Arcanjo, acolhe crianças e adolescentes em situação de risco pessoal e social. Localizada no Condomínio Espiritual Uirapuru (CEU), em Fortaleza, a instituição tem como foco ajudá-los a “sonhar”, criar relações de referência e oferecer-lhes alternativas possíveis para superarem a realidade em que viviam.

Nesse documentário produzido por mim e Leandro Kemps, é possível conhecer um pouco mais da história da instituição e do trabalho Tia Francisca.

 

A força da mulher no Dendê

Dona Toinha
Dona Toinha (Foto: Nathan Martins)

Pra falar de coisas boas da vida, quero começar com a história de Dona Toinha. Uma senhora de 76 anos, com expressão marcante, voz firme e olhar focado, que conheci durante uma visita à Comunidade do Dendê, no bairro Edson Queiroz.

Em uma tarde de sexta-feira ela me contou um pouco de sua história naquele lugar, me ensinando muito sobre a vida e sobre amar o próximo com atitudes. Ao apresentar-me, ela apertou com força minha mão e iniciamos esse rápido diálogo. Comecei pedindo que ela me falasse um pouco sobre sua história ali na comunidade.

Moradora do Dendê há mais de 30 anos, ela conta que antes de chegar na comunidade, morava no bairro Santa Cecília. À procura uma vida melhor, tentou se mudar para Brasília, mas por problemas na documentação, teve que permanecer em Fortaleza. Acho que isso já era um sinal de que seu lugar era por aqui mesmo.

“Já que minha mudança não deu certo, comprei uma casinha aqui no Dendê, que ainda nem se chamava Dendê, era Água Fria”.

Dona Toinha conta que quando chegou no bairro haviam poucas casas, estilo cidade do interior e que tudo era muito difícil. “Quando cheguei aqui não tinha água, luz, muito menos calçamento. A Washington Soares era só uma estradinha de terra”.

Inconformada com os problemas do local, passou a procurar melhorias. Com garra e determinação, ela viu quais os problemas básicos que existiam no local e foi buscando soluções para eles. Foi ela quem levou água, saneamento e luz ao Dendê. Luz ao poste, luz às casas e luz à vida dos moradores.

dona toinhaQuando tinha algum problema que os órgãos públicos não podiam resolver, ela se reunia com a população e eles mesmo solucionavam. Em 1981, fundou a Associação de Moradores do Dendê com o objetivo de reunir a comunidade para discutir problemas do lugar e lutar por direitos fundamentais.

Além de todos os problemas estruturais da comunidade, a violência e o tráfico de drogas aumentavam cada vez mais, o que já era uma preocupação de Dona Toinha. Diante disso, ela começou a inserir diversas atividades, como o esporte, a dança e cursos profissionalizantes com o objetivo de levar uma nova perspectiva de vida à juventude.

Com o medo e a violência, Dona Toinha conta que uma de suas maiores conquistas foi o Conselho Comunitário do Dendê, lugar onde antes era uma delegacia. “Esse lugar aqui, que estamos gora é uma vitória para todos os moradores do Dendê. Antes muitos viviam apreensivos, pois moravam vizinho a um lugar com clima extremamente pesado”.

O medo deu lugar à esperança! O Conselho Comunitário do Dendê, hoje, é um espaço vital para a comunidade. No local funciona uma creche, que acolhe mais de 40 crianças; existem também diversos trabalhos de apoio a jovens e adolescentes; e uma fábrica de vassouras feitas de garrafas “pet”, de onde vem parte dos lucros para manter o prédio.

Fábrica de Vassouras do Conselho Comunitário do Dendê
Fábrica de Vassouras do Conselho Comunitário do Dendê

“É uma satisfação muito grande para mim ver que ex-alunos já estão pessoas feitas graças a um curso feito aqui”.

Nesse momento, foi inevitável desviar meu olhar de Dona Toinha e observar a beleza daquele lugar. Era vida pra todo lado. Mulheres atuantes, jovens dedicados e crianças com olhar de esperança.

Impossível não admirar a mulher que estava diante de mim. Atitude, garra e determinação são palavras que definem bem Dona Toinha. Uma senhora que colocou uma comunidade inteira como sua prioridade de vida, levando mais dignidade a quem já vive com tão pouco. “Não existem fronteiras para ajudar o próximo”.

Hoje, Dona Toinha mora na mesma casinha que comprou ao chegar no Dendê, onde criou os dois filhos que seguiram seus passos e também são referência para os moradores.

Ficaria até o fim da tarde ouvindo o que Dona Toinha tinha a dizer, mas algumas pessoas já estavam a sua espera. Saí daquele lugar com esperança em dias melhores. Basta apenas atitude, coragem e amor.

Dona Toinha, com suas atitudes, me mostrou que é O Lado Bom do Dendê!