5 lições do filme O Menino que Descobriu o Vento

o menino que descobriu o vento

O Menino que Descobriu o Vento, filme original da Netflix, conta a saga de Willian Kamkwamba para acabar com a fome na sua vila, provocada pela seca. A produção chegou ao catálogo no início de março e já está entre as mais assistidas da plataforma.

William Kamkwamba, um jovem de Malawi (um dos países mais pobres do mundo), bastante curioso e estudioso, se cansa de assistir todos os amigos e familiares de seu vilarejo passando por dificuldades por causa da falta de comida e começa a desenvolver uma inovadora turbina de vento.

Baseado em uma história real, o filme é muito mais que uma superação é sobre acreditar que é realmente possível alcançar aquilo que se deseja. Por isso, separamos 5 lições poderosas que podem mudar  sua vida:

  1. Persistência
  2. Conhecimento
  3. Gratidão
  4. Resiliência
  5. Autoconfiança
  1. Persistência

Quando o período de seca chegou na região, todos estavam fugindo do vilarejo para, sem água, não morrerem de fome e sede. Mas, mesmo com todas as dificuldades e condições precárias em que se encontrava, em nenhum momento Willian desistiu do seu objetivo de salvar sua família e sua comunidade da fome.

Muitas vezes, em nossa vida, basta algo dar errado para que logo voltemos atrás e desistamos dos sonhos. Basta, às vezes, um não para baixar a cabeça e pôr tudo a perder. Para o garoto, os ‘nãos’ foram o combustível que ele precisava para buscar o conhecimento necessário para finalmente seu sonho se tornar real.

  1. Conhecimento

Willian foi expulso da escola por duas vezes e proibido de retornar às aulas, porque seus pais não tinham mais condições de pagar a mensalidade. Mas sua sede pelo conhecimento era tão grande, que ele passou a estudar de forma autodidata em uma biblioteca, de um só cômodo, da escola.

“Sem conhecimento não há mudança.” A grande virada para Wlillian aconteceu quando ele encontrou o livro “Using Energy”, sobre moinhos de vento. Apesar do livro ser em inglês, idioma que William não dominava, ele persistiu em estudá-lo, e descobriu como os moinhos de vento podiam ser utilizados para gerar eletricidade.

  1. Gratidão

Diante de toda a pobreza em que vivam a família de Willian conseguia ser grata pelo pouco que tinham para comer. Com toda simplicidade, eles se reuniam diante da refeição que tinham no dia e agradeciam a Deus pelo alimento.

Quantas vezes você agradeceu hoje pelo “pouco” que tem? Sua família, seus amigos, sua cama, seu trabalho, sua casa? Que tal, parar agora e agradeça a Deus por 3 coisas simples e ao mesmo tempo valiosas que Ele te deu?

E toda vez que você reclamar de algo, lembre muitas vezes, bem perto de você, existem pessoas que lutam para sobreviver.

  1. Resiliência

Willian foi expulso duas vezes da escola, foi humilhado pelos colegas porque só queria estudar, seu pai não acreditou que ele era capaz, sua família teve que vender o telhado de casa para se alimentar, saquearam toda sua comida e ainda, viu seu cachorro morrer de fome.

Ao pé da letra, resiliência é capacidade de se recobrar facilmente ou se adaptar à má sorte ou às mudanças. Willian precisou transpor muitas barreiras e dificuldades para persistir no seu objetivo, mas ele em nenhum momento desacreditou do seu propósito.

  1. Autoconfiança

Mesmo em meio à fome e à terra seca, aparentemente sem nenhuma chance de oportunidade, Willian sabia o quanto era capaz. Mesmo seu pai e seus amigos desacreditando de seu potencial, ele sabia que podia conseguir.

E é assim também que acontece com a gente. Nem sempre os outros irão acreditar em nossos propósitos. Para muitos será apenas um sonho, para outros será loucura, mas para nós precisa ser real, porque nós iremos tornar real.

Se você também aprendeu muito com o filme, deixe nos comentários o que foi transformador para você. 👇

ritual

 

Grupo Gratidão leva mais de 4 toneladas de alimentos para Viçosa

viçosa do ceará

No segundo final de semana de fevereiro, o Grupo Gratidão (grupo de amigos que fazem ações sociais) subiu a serra para distribuir mais de 500 cestas básicas, roupas e brinquedos para famílias carentes de Viçosa do Ceará.

Foram dois de entrega, muita emoção e aprendizado. São realidades bem distintas, são famílias muito carentes, não só de alimento, mas de abraço, carinho e um pouco de atenção.

Por que Viçosa do Ceará?

Alguns membros do Grupo já tinham realizado uma ação na cidade há 4 anos atrás. Mas, como sabíamos que lá ainda  existe muita pobreza, resolvemos retornar a essa cidade de gente muito simples e acolhedora.

Para quem conhece a Viçosa, pode até parecer que a população é bem assistida, afinal o centro da cidade é bem agradável, clima ameno, com praças limpas e bem cuidados, muitos patrimônios tombados.

Mas andando alguns poucos quilômetros à dentro podemos ver outra realidade totalmente diferente, o que nada tem a ver com aquele centro bem cuidado. São pessoas literalmente esquecidas, e muitas vezes, sem o mínimo necessário para VIVER.

Como foram os preparativos?

cestas básicas

A Ação para Viçosa do Ceará começou a ser organizada em dezembro de 2018. Todos os membros do grupo se uniram para arrecadar doações de todo tipo. Roupas, brinquedos e dinheiro para a compra das cestas.

A meta, desde o início, foi ousada: 500 cestas básicas para 250 famílias da região. E com muito esforço de todos, conseguimos ultrapassar o esperado. Mas mesmo assim, sabíamos que não era possível atender a todas as famílias que precisavam.

Nesta ação não foi possível arrecadar alimentos, devido à perecibilidade. O grupo optou por comprar as cestas a um valor de R$ 25,00 cada. E, assim, não teria perigo de estragar ou umas famílias serem mais beneficiadas que outras.

Como foi organizada a Ação?

Há 348 km de Fortaleza e 5 horas de viagem, finalmente chegamos no nosso destino. Lá em Viçosa, armazenamos todas em um sítio de um voluntário. Ainda na sexta-feira, dia 8, fizemos a entrega de 38 cestas para algumas famílias próximo ao centro.

 

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O sábado começou bem cedo. Logo partimos para outras localidades próximas ao centro, como a Comunidade do Arame e Comunidade do Caranguejo. São famílias que, muitas vezes, vivem em áreas de risco, convivendo com esgoto a céu aberto e condições insalubres.

Com algumas entregas, nós precisávamos ser mais rápidos para não gerar tumulto, mas com outras, nós podemos dar atenção, carinho, abraço e o nosso tempo, de verdade.

Pudemos ouvir e entender suas angústias de uma vida sofrida, mas também pudemos ser contagiados com a alegria de quem é cheio daquilo que dinheiro nenhum no mundo pode comprar.

Dentre todas as casas e famílias que tivemos o prazer de ajudar, teve uma que chamou mais a nossa atenção. Nós conhecemos a casa da Maria, uma menina de apenas 15 anos, mas que visivelmente carrega um peso muito acima da sua idade.

A Maria estava sozinha em casa, mas vive com os pais, que no momento da nossa visita, não estavam em casa. Uma casa, bem simples, isolada e sem o mínimo do necessário para viver.

A casa dessa família não tem banheiro (tomavam banho em um rio próximo), não tem comida, não tem móveis… Posso dizer que, diante dessas condições, eles estão apenas sobrevivendo nesse mundo. Os olhos da Maria gritavam por ajuda, mas a boca dela pouco falava.

Confesso que não fácil! Não teve quem não se emocionasse diante do que foi visto. Foi uma realidade que nos causou um misto de surpresa, indignação, angústia e desespero porque achávamos que era impossível que alguém ainda vivesse nessas condições, em pleno século XXI.

Com a garganta ainda engasgada e olhos marejados, seguimos viagem. Já eram 18h30 da noite e ainda tínhamos mais duas comunidades restantes e bem distantes.

Foram 20 minutos de descida bem íngreme, numa estrada escura. O nosso último destino foi A comunidade de General Tibúrcio, uma localidade de difícil acesso. Confesso que me perguntava a todo instante: como essas pessoas conseguiam viver assim, longe de tudo?

Mas logo me veio a resposta! A real é que eles são felizes, mesmo tão isolados e com tão poucas condições. Nesta localidade, eu pude ver os sorrisos mais sinceros, que foi o dessas crianças ao receber um kit de bombons com um brinquedo.

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O que levar dessa Ação?

É incrível, sempre nós vamos para uma ação empenhados em doar, mas sempre quem ganha mais somos nós. Isso soa até um pouco egoísta e não deixa de ser, mas é exatamente o que acontece.

Confesso que há muito tempo eu não me emocionava tanto em uma ação. Voltando pra casa, pude prceber como somos privilegiados de poder participar de tudo isso. Quantos abraços renovaram nossas esperanças.

Nós sabemos que 2 cestas básicas se acabam em uma ou duas semanas, para uma família de 5 pessoas, por exemplo, mas uma coisa não se acaba para essas famílias: a esperança de um mundo melhor.

A certeza que eu tenho é que o sentimento de Gratidão pode sim mudar esse mundo. Afinal, quando você é grato, você tem sede de mudança, você não se conforma em ver que outras pessoas não tem aquilo que você tem.

A Gratidão não nos deixa inertes, ela mobiliza, ela multiplica outros sentimentos em nós. E só existe gratidão, quando se transforma em ação e é por isso que tudo isso acontece.

“Existe um mundo mágico fora da sua zona de conforto.”

Distribuindo amor no bairro Serviluz

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Era domingo de manhã, dia 6 de janeiro de 2019. O estado do Ceará se encontrava com um clima tenso devido aos ataques que estavam acontecendo por facções criminosas. Mas, mesmo assim, nós decidimos começar o ano da melhor maneira: ajudando a quem mais precisa e do nosso jeitinho.

Estávamos com um encontro marcado com a comunidade do Serviluz. Nossa missão era entregar 165 cestas básicas a famílias da região. E assim fizemos! Posso dizer que foi uma das ações mais tranquilas que tive a honra de participar, até agora.

Como é bom está perto dessas pessoas que tanto tem a nos ensinar. Quanta energia tive a honra de receber de cada olhar que cruzou o nosso neste dia. Mesmo com toda a dificuldade em que vivem, encheram nosso dia de alegria e aprendizado.

Dentre as pessoas que estavam lá, a maioria não tinha o que pôr no fogão para o almoço. Sem dúvidas, aquela cestas cestas básicas fizeram muita diferença na de cada família da comunidade.

Para realizar a ação no bairro Serviluz, nós tivemos o apoio da Gera, coordenadora do Centro Social Betesda, que ajuda a comunidade com sopão às quintas-feiras e com diversas ações na comunidade.

Uma das nossas companheiras nesta ação foi a dona Francisca, que nos ensinou muito com sua simplicidade, alegria e força. Confere só:

A ação do bairro Serviluz foi tão incrível que já tem até data para acontecer novamente e será na páscoa. Desta vez, nosso objetivo é atender 200 famílias, que serão previamente cadastradas pelo projeto.

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Idosos fazem pedidos simples de presentes de Natal que emocionam.

Um vestido azul, um pijaminha de vovó, um vestido bem bonito ou até mesmo queijo e rapadura são alguns dos diversos pedidos de presente de natal dos idosos do Lar Três Irmãs, localizado no Bairro Montese, em Fortaleza.

Com o objetivo de incentivar as pessoas a contribuírem com doações, as fotos que estão sendo divulgadas nas redes sociais mostram os idosos segurando lousas com pedidos tão simples que fica impossível não se emocionar.

São mais de 40 pedidos que, para muitos são muito simples e sem importância, mas que para eles vai fazer total diferença para que possam ter um Natal mais cheio de alegria.

A ideia de divulgar as fotos dos idosos partiu do Lar Três Irmãs em suas redes sociais e conta com o apoio de um grupo de alunos de Psicologia da Faculdade Maurício de Nassau, que conheceram o projeto durante uma cadeira de estágio básico na instituição.

Ao saberem que os idosos iriam fazer os pedidos, eles se uniram à corrente e se empenharam na divulgação.

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A boa notícia é que as doações já começaram a chegar…

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Sobre o Lar Três Irmãs

O Lar três Irmãs é uma Organização Não Governamental que acolhe e cuida de idosos em situação de vulnerabilidade social. Atualmente, a ONG conta com 47 idosos dentre homens e mulheres.

Hoje, a instituição não recebe ajuda governamental e sobrevive com doação de grupos voluntários. Por isso, é muito importante que além de presente, você doe também um pouco do seu tempo para estar com esses idosos.

Caso você queira fazer sua doação, basta ligar para a ONG, no número (85) 3023-3343 ou no endereço R. Joaquim Pimenta, 291 – Montese, Fortaleza – CE. Não temos dúvidas de que eles irão amar receber sua visita.

Lar três irmãs

Mesmo sem celular, limpador de ônibus devolve 5 aparelhos aos donos.

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A nossa história de gratidão de hoje é daquelas que inspira qualquer um a fazer deste país um lugar melhor de se viver. Nossa inspiração, então, é o limpador de ônibus José Maria, que deixa bem claro quais são seus valores e não prova que seu caráter não está a venda.

Natural de Limoeiro do Nortno Ceará, José veio tentar a vida em Fortaleza, aos  48 anos por falta de oportunidades em sua cidade. Com o salário que ganha, o trabalhador  ainda não tem condições de possuir um telefone celular.

“Eu sou do interior, aqui eu moro só com minha esposa. Tá com um ano e seis meses que chegamos em Fortaleza, lá tava meio ruim de emprego e um amigo me chamou para trabalhar aqui”, relata. Em Limoeiro, José Maria trabalhava dirigindo trator e operando máquinas.

O último aparelho encontrado custa mais de R$ 1.500, superando o valor da remuneração mensal que o funcionário recebe. Todos os dias, ele trabalha na limpeza dos ônibus da Capital até 3h da manhã. Após ganhar repercussão nas redes sociais, muitos vizinhos e colegas de trabalho reconheceram o valor da sua atitude.

“No dia seguinte eu ainda achei uma bolsa e fiz a mesma coisa, levei para o setor encarregado. Quando achei o celular, vi que alguém estava ligando, mas eu não sabia atender”, revela.

O trabalhador conta que é comum as pessoas esquecerem coisas nos ônibus, geralmente, itens de pouco valor como um guarda-chuva. Todos os objetos encontrados por José Maria são levados para o setor de achados e perdidos.

Quando perguntado se sua atitude poderia ser vista como um exemplo, José Maria é enfático. “Eu me sinto feliz, porque você tá devolvendo algo que é da pessoa. Imagina perder tudo que tem ali? Então, eu vejo como exemplo sim, fica o exemplo pros meus colegas de trabalho”, finaliza.

Com informações de Tribuna do Ceará

A força da mulher do sertão

a força da mulherMês de Março já começou com tudo e com ele, vem toda a beleza e a força da mulher. E cada dia que passa me surpreendo mais como alguém um dia ousou chamá-la de sexo frágil.

Pode até parecer frágil quando é abandonada pelo marido, com filhos para criar. Mas é forte, quando decide ir em frente e ser a provedora da família, com todo amor.

Pode até parecer frágil quando não há espaço para ela em muitos pilares da sociedade. Mas é forte, quando enfrenta todo tipo de preconceito e se destaca em tudo que decide fazer.

Pode até parecer frágil quando apanha do marido. Mas é forte, quando, mesmo ferida por fora e por dentro, ergue a cabeça, denuncia o agressor e constrói uma nova vida.

O fato é: a fragilidade existe, mas como o objetivo de dar forças para ela ser ainda mais forte. E é dessa força que quero falar aqui. Quero falar de mulheres, que a única escolha que tem na vida é ser Forte! Mulheres que vivem à margem de tudo e de todos, mas que não inventam desculpas para desistir.

Essa mulher está à frente da casa, do lar, a mulher que carrega consigo, a família, as dificuldades e as marcas do tempo. São essas mulheres que estão lá, com uma força sem igual, para receber o seu alimento com toda a alegria do mundo.

Essa mulher também carrega sorrisos expressivos, carrega e descarrega abraços apertados como se um desconhecido fosse seu filho ou alguém muito próximo. É essa mesma mulher que vive uma vida em função da felicidade dos seus, dos mais chegados e de um parente distante.

a força da mulher do sertão

Sorte de quem tem a chance de, pelo menos uma vez na vida, cruzar com uma delas. Tenho certeza de que se você for surpreendido, algum dia com a força de uma, você nunca mais será o mesmo.

Estou falando da mulher do sertão acorda cedo, que assim como muitas outras, trabalha duro para dar o sustento à família, enfrenta o mundo e ainda providencia fartura na mesa para quem quiser chegar.

A você que um dia receber um convite para uma refeição na casa dela, nunca ouse recusar. É uma ofensa para ela e para você e jogar fora a oportunidade de se nutrir de um banquete feito com amor.

a força da mulher do sertão

Eu tive o prazer de ser convidada para um banquete desses, durante algumas ações que participei. E posso dizer? São as melhores! Tive, então, a honra de conhecer algumas dessas mulheres, com marcas do sol, do tempo e muito amor, mas que se tornaram inesquecíveis pela força que carregavam em si.

Algumas me chamaram muita atenção, como a dona Nelcíria, que há mais de 30 mora em São Luís do Curu e criou seus filhos e netos em uma casinha, ainda de taipa, com muito amor. Outro exemplo de mulher de arrancar suspiros é a dona Vilani, que abriu as portas de sua casa e um sorriso bem largo para nos receber.

Teve também a dona Josefa Ana, que, durante a volta de uma ação, parou o nosso carro no meio da estrada e nos pediu cesta básica. Uma ajuda para o seu vizinho, que não estava em casa, mas que estava desempregado e muito necessitado.

Aqui eu trouxe apenas alguns exemplos, mas são tantos por aí. São tantas Vilanis, Neulcírias e Josefas espalhadas no nosso sertão, esquecidas por muita gente, mas sempre com um olhar de esperança e uma alegria com tão pouco.

E não é só no sertão que elas estão. Elas estão em todo lugar! Passam pela gente todos os dias na rua, talvez estejam presas dentro de um asilo ou até mesmo moram com a gente, dentro da nossa casa! Basta um olhar mais atento, um cuidado com quem nos cerca e um sorriso no rosto que você pode tornar a vida dela muito melhor!

 

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400 cestas, 100 famílias e muita gratidão em Maranguape

Foi um domingo. Desta vez, não foi preciso pegar estrada longa nem dormir no local. Mais uma vez fomos entregar alimento para quem precisa mais do que nós. Digo ‘mais uma vez’ mas nunca é mais um.  É sempre diferente,  é sempre aprendizado, é sempre alegria.  Enfim,  a onda do bem chegou em Maranguape, Região metropolitana de Fortaleza, na localidade de Serra da Pelada. Foi um bate-volta lindo de se ver e viver.

Mas antes de chegar até lá, foram três meses de campanha, divulgação e arrecadação de muitas pessoas empenhadas em fazer o bem. Divulgação nas redes sociais, festa de aniversário e até festa junina foi realizada com o objetivo de arrecadar doações em alimento e em dinheiro para esse dia. Como sempre, Deus surpreende e sempre coloca no caminho pessoas de um coração sem tamanho para nos  acompanhar até nossos destinos.

Chegando em Serra da Pelada fomos recebidos com educação, entusiasmo, organização e muito amor. Experiências como essa,  para mim, são como um intercâmbio. Nós levamos alimento, brinquedos e alegria. Eles nos dão carinho, sorrisos, lição pra vida, muitas histórias para contar e mais motivos ainda para agradecer.

 

 

 

Barbearia de Fortaleza leva autoestima a moradores de rua

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Ufaaa! Voltei! Pouco mais de um mês longe e parecia uma eternidade mas vamos lá! Antes de eu começar a fazer trabalhos voluntários, buscava grupos que já tinham o hábito de ajudar o próximo, afinal era uma maneira mais fácil de começar. O primeiro grupo que participei foi o Grupo AMOR (Grupo de Apoio a Moradores de Rua). Lá descobri um lado que existe na maioria das cidades do país, mais que quase ninguém quer vê.

Estou falando dos moradores de ruas, mas assim como a banda Rosa de Saron, prefiro chamar “Anjos das Ruas!”. Eles estão por toda parte e muitas vezes nós fechamos os olhos e desviamos o olhar de uma realidade, que é sim, nossa responsabilidade ou pelo menos parte da nossa missão de amar ao próximo.

E foi assim que pensou o Josemilton, proprietário da barbearia Zé Barbeiro, em Fortaleza. Ele resolveu usar sua arte para dar mais vida e beleza a quem muitas vezes passa despercebido por nós. A ação aconteceu em parceria com o projeto Mais Vida, com a comunidade Toca de Assis, cabeleireiros e barbeiros e por meio de doações de produtos de higiene pessoal arrecadados no próprio Zé Barbeiro.

Pronto! Eles tinham tudo que precisavam para fazer desse domingo um dia bem especial, nas ruas do Centro da Cidade! Conseguiram levar mais alegria e autoestima a mais de 40 pessoas que, muitas vezes, passam a vida tentando ser pelo menos olhado nos olhos.

Essa já é a terceira ação que a barbearia realiza com parceiros e voluntários no Parque das Crianças, localizado no Centro de Fortaleza. Mas em breve estarão levando novamente mais sorrisos e beleza às ruas de nossa cidade! A sociedade que a nós desejamos é outra, é igualitária, justa e sustentável!”

 

O que ninguém me falou sobre A Cabana

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Quero hoje falar sobre um filme que me despertou para diversos questionamentos até então sem explicação. Um filme que certamente veio ser luz e esperança para muitos jovens que nunca tiveram contato nenhum com Deus. A Cabana, uma grata e delicada surpresa sobre as diversas formas de Deus se manifestar conosco. Um filme que mostra um Papai cheio de amor, que não julga, não condena, apenas ama.

Como eu não tinha lido o livro (ainda bem), foi tudo muito surpreendente. Desde a forma que Deus se manifestou para Mack, até a forma que Ele ensinou o sentido do verdadeiro amor. Até a metade do filme, ainda tinha aquela esperança da criança reaparecer, mas logo depois fui percebendo o propósito. O filme tenta explicar de uma forma totalmente amorosa e piedosa que a morte não é o fim, que toda dor tem um porquê e por trás de quase todas as tristezas que vivemos tem um perdão a ser dado.

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Antes de assistir ao filme evitei ler sinopse ou assistir trailer. As críticas sempre apareciam na frente. Ouvi falar de muitas heresias, pecados, blasfêmia, enfim. Mas tiveram algumas observações que não vi em lugar nenhum. O filme (assim como o livro) não é baseado em fatos reais e nem na Bíblia, o filme é uma ficção. Uma linda ficção que pode ser a primeira experiência de alguém com o Amor de Deus.

Quantas pessoas não conheceram a Deus ao ler ou assistir A Cabana? Quantos pessoas passaram a entender e a conviver com a morte de alguém muito querido, após assistir à experiência de Mack? Quantas filhos não perdoaram seus pais? Quantos pais não passaram a dar mais amor aos seus filhos?

A Cabana, para mim, vai muito além de um filme, é uma experiência espiritual. É uma pequena amostra da grandeza que é o Amor do Pai. É um pequeno exemplo de uma vida completa e feliz com a luz da santíssima Trindade. É autoconhecimento. Um bom momento de você olhar para dentro de si e enxergar que é hora de parar, buscar a Deus para enfim recomeçar. É não desistir de remar e olhar para Deus quando tudo parecer difícil.

Quantas vezes Deus nos convidou a voltar à alguma cabana de nossas vidas para curar de vez uma dor ou mágoa profunda? Quantas vezes nos acomodados com esse sentimento ruim dentro de nós, virando aquela mágoa de estimação?

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Aprendi que o mal existe, mas que ele não vem de Deus! O mal não vem de Deus!!! Mas ele, sendo pai e Amor, consegue (se permitirmos) transformar tudo de ruim em aprendizado, em crescimento e em força. Ele, com todo seu amor, nos dá tudo que precisamos para um recomeço! Afinal, nascemos para amar e sermos amados!

Mas para mim, o que ficou mais forte é que muitas vezes achamos que somos juízes  e só sabemos apontar aquilo que os outros tem de pior. Porém, quando, no filme, a Sabedoria encontra Mack e o coloca como de fato um juiz, escolhendo entre os seus dois filhos, ele ver o quanto é essa posição não compete ao homem. Apenas Deus é capaz de julgar!  “Desista de ser juiz e no meio da sua dor, você poderá abraçar o amor e esse é o início da viagem para casa…”