5 lições que aprendi com o filme “Desafiando Gigantes”

6cpt181010

Um time de futebol High School em um momento nada bom; comandado há seis anos pelo técnico Grant Taylor; um treinador prestes a ser demitido de sua função, por nunca levar sua equipe ao título da temporada; e um casal em crise, após quatro anos tentando ter filhos. É assim que começa Desafiando Gigantes, um filme que me fez refletir muito sobre a importância de confiar em Deus a todo instante e tê-lo como o centro de tudo. Separei pra vocês mais cinco lições que aprendi, mas se quiserem posso listar até vinte, de tão lindo que é esse filme.

  • Agradecer pelas vitórias e derrotas

A partir do momento que o treinador percebeu que era preciso colocar Deus no centro do time, ele passou a estimular a equipe a agradecer após todos os jogos, não importa o resultado. Desta forma, a equipe percebeu que, além de agradecer pelas partidas que venceram, é fundamental agradecer também pelos momentos difíceis, afinal é com eles que temos mais aprendizados.

Agradecer a Deus pela conquista de uma promoção no emprego é tão importante quanto ser grata por todas as oportunidades que me foram negadas no momento que mais precisava. Afinal, assim posso dar a devida importância ao que tenho hoje e posso também me preparar mais para subir degraus ainda mais altos.

  • Confiar no tempo de Deus

Confiar no tempo de Deus é ter a certeza de que alguma hora e de alguma forma tudo vai dá certo. É fazer a minha parte, confiar que a mudança virá e que existe um Deus maravilhoso agindo ao meu lado. É saber que se algo ainda não aconteceu do jeito que eu queria é porque Deus tem algo bem melhor pra mim.

Foi assim com o casal Grant Taylor e Brooke Taylor. Há quatro anos o eles tentavam engravidar, sem confiar que Deus podia agir. Mas tudo mudou quando eles passaram a acreditar no tempo de Deus!

cyx7ekjaqrid1ds6mfugpg1r1uc

  • A dor gera crescimento

Ao ver todo o time desmotivado, o treinador Grant Taylor chama dois jogadores e passa-lhes um desafio pedindo para que ele dê o melhor de si. Ele coloca vendas nos olhos do jogador que deve carregar outro jogador nas costas, e diz que faz isso para que ele não desista. Enquanto isso os colegas de time riem e duvidam que ele vá conseguir atingir a meta, porém, o jogador vai além da meta estipulado pelo treinador e consegue atravessar todo o campo com o colega nas costas. E os colegas ficam fascinados com isso.

Com essa cena eu pude ver o quanto as vezes é necessário uma venda diante dos nossos olhos para que possamos acreditar no quanto somos capaz. É preciso muitas vezes passar pela dor para crescer e acreditar o quanto podemos. Com esse trecho, aprendi que precisamos mais confiar em nós mesmo e que a perseverança é uma grande aliada dos que alcançam seus objetivos.

gigantes-otimo

  • Honre seus pais

Não é à toa que este é o quarto mandamento da Lei de Deus e a quarta lição que aprendi com filme. Honrar pai e mãe é uma forma segura de amar a Deus sobre todas as coisa. Essa é uma lição que aparece de forma sutil no filme, mas que faz toda a diferença para o desempenho de um dos jogadores do time. Muitas vezes desrespeitamos aqueles que mais nos amam. Muitas vezes julgamos algumas atitudes de nossos pais, mas a gente esquece do que Deus pediu. Apenas amar! Eles são humanos, eles fazem tudo com amor.

  • Escute sempre a voz do seu treinador

Mesmo quando tudo parece não fazer sentido, mesmo quando não tiver mais forças físicas e psicológicas, a decisão mais sábia que podemos tomar é a de continuar ouvindo as palavras encorajadoras dAquele que conhece o nosso verdadeiro potencial e que nos convidou a darmos o primeiro passo, o nosso Deus. Ainda que abandonados por todos no meio do percurso… nosso Treinador não desiste de nós, Ele continua andando ao nosso lado e dizendo “vamos, só mais um pouco, eu sei que você pode”.

Adote uma cartinha e seja Noel pra uma criança

cartinhas-jpg2
Cartinhas que eu adotei no programa Papai Noel dos Correios.

Quando eu era criança adorava brincar de Barbie. Nunca tive muitas, mas tinha as que eu queria. Pra ter uma boneca nova, era preciso escolher: ou a barbie ou o tênis da Sandy, ou a barbie ou a sainha de prega da moda, ou a barbie ou o caderno de capa dura cheio de adesivos. Enfim, mas eu tinha a opção de ter a barbie e também a casa dela toda feita de madeira. Eu adoraaaava tudo isso!

Olhando pra minha infância hoje, vejo o quanto foi saudável poder brincar do que eu queria. Diferentemente de mim, existem crianças que não tem essa mesma oportunidade. Muitas não tem nem escolha. A única opção é ficar sem o brinquedo favorito e também sem uma roupa nova. As condições em que vivem não as permitem escolher.

Joel e Diego são dois exemplos de crianças que vivem essa realidade. Eles escreveram uma cartinha para o Papai Noel dos Correios, campanha realizada pelo órgão há mais de 25 anos, com o objetivo de realizar o sonho de milhares de crianças em todo o país. Joel pediu um helicóptero de controle remoto e Diego um carrinho. E adivinha quem vai ser a mamãe noel deles? Isso mesmo, euzinha!

cartinhas
Cartinhas do Joel e Diego que eu adotei no programa Papai Noel dos Correios.

Este ano é a primeira vez que estou adotando cartinhas. Para participar da campanha, é muito simples, basta ir a uma das unidades dos Correios participantes, escolher uma ou mais cartinhas para adotar e comprar o presente descrito na carta. Depois é só levá-lo ao local definido pelos Correios na sua região e a entrega será por conta da  entidade. Mais de 40 mil cartas enviadas em 2015 foram adotadas. 

Somente são selecionadas pelos Correios cartas de crianças matriculadas na rede pública de ensino ou em instituições assistenciais. A campanha estimula a redação de cartas manuscritas, dissemina valores natalinos e estimula a solidariedade. Desta forma, qualquer cidadão pode ser papai ou mamãe noel, sem ter que rodar o mundo em um trenó.

O mais contagiante de tudo isso é a pureza e simplicidade contida em cada linha escrita. Os pedidos vão desde uma bola de futebol ou uma calculadora da Barbie, até uma bicicleta ou um video game. Não importa o tamanho ou valor, o importante é a sinceridade que cada cartinha nos traz. Algumas crianças depositam ali, a única esperança de presente do ano inteiro, talvez.

arvore-de-natal
Árvore de Natal com cartinhas, na Agência dos Correios Aldeota.

 

Virando padrinho

Desde o dia 11 de novembro deste ano, que qualquer pessoa pode pode adotar as cartinhas que estarão nos pontos divulgados pelos Correios.


Onde adotar uma cartinha

– Em Fortaleza, a adoção poderá ser feita, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h30min e aos sábados, das 9h às 12h, nos seguintes pontos:

  • AGÊNCIA CENTRAL – RUA SENADOR ALENCAR, 38 – CENTRO, FORTALEZA, CE
  • AGÊNCIA PARANGABA – AV.JOÃO PESSOA,7189 – PARANGABA, FORTALEZA, CE
  • AGÊNCIA ALDEOTA – RUA MARIA TOMÁSIA, 682 – ALDEOTA, FORTALEZA, CE
  • AGÊNCIA BARÃO STUDART – BARÃO DE STUDART, 1864-A/B – ALDEOTA, FORTALEZA, CE
  • AGÊNCIA ALENCARINA – OLIVEIRA PAIVA, 2800 – CIDADE DOS FUNCIONÁRIOS, FORTALEZA, CE
  • AGÊNCIA IGUATEMI – AV.WASHINGTON SOARES, 85

Até quando vai a campanha

– A campanha começa em Fortaleza, no dia 11 de novembro e vai até o dia 15 de dezembro.

Há limite de adoção?

– Não há limite de cartas por padrinho, mas o padrinho é responsável pelas cartas que pegar para adotar. Lembre que uma desistência impede que a carta seja adotada por outro padrinho.

Onde entregar o presente?

– Os presentes são entregues pelos padrinhos no mesmo local em que a carta foi adotada para depois serem entregues pelos Correios nas escolas e instituições que participaram da campanha.

Como embrulhar o presente?

– Caso o brinquedo seja frágil, acondicione de forma adequada, utilizando caixa e escreva “Frágil” no pacote.

– Bicicletas devem ser entregues, preferencialmente, em caixas.

– Escreva o número de identificação da carta na embalagem do presente. Os presentes deverão ser numerados com a mesma numeração da carta.

As cirurgias que devolvem os melhores sorrisos

labio-leporino
João e Íngridy pós a operação de fenda palatina e lábio leporino.

Muitas crianças terão a oportunidade de ter um sorriso diferente amanhã, 28, quando acontecerá uma triagem para cirurgias de 72 pacientes com lábio leporino e fenda palatina, no Hospital Infantil Albert Sabin. Ao todo, 50 voluntários de diferentes regiões do Brasil e também de outros países participarão da 21ª Operação Sorriso em Fortaleza.

“Apenas aqui em Fortaleza já operamos quase duas mil pessoas nesses últimos 21 anos. Além disso, foi na cidade onde realizamos nossa primeira missão no Brasil, por isso a população já nos conhece e confia no nosso trabalho”, explica Ana Stabel, diretora-executiva da Operação Sorriso.

O sorriso é uma das mais belas formas de dizer “sim” ao mundo. Para a estudante de moda, Íngridy Medeiros, 23, esse gesto certamente tem um valor bem especial! Ela nasceu com lábio leporino, uma abertura que resulta no desenvolvimento incompleto do lábio e/ou do palato (céu da boca), que ocorre entre a  4ª e a 12ª semana de gestação e pode ser identificada a partir do terceiro mês com ultrassom em três dimensões.

As causas do lábio leporino ainda não são uma certeza. O que se sabe é que alguns fatores na hora da formação podem ser levados em conta. A boa notícia é que esta má formação tem um tratamento muito simples, fácil e efetivo. Na maioria das vezes a solução é apenas uma cirurgia plástica.

Foi o que a Íngridy fez, aos três meses de vida. A cirurgia é bem simples, assim como a recuperação. Quanto mais cedo ela for feita, maiores são as chances de não haver cicatriz. E com ela funcionou mesmo! Hoje é quase impossível perceber que um dia ela fez esse procedimento.

ingridy-labio-leporino
Íngridy Medeiros, 23 anos após a cirurgia do lábio leporino.

“Sem essa cirurgia, com certeza estaria vivendo o preconceito diariamente. Seria difícil pra estudar, e até arrumar um emprego.” Para a estudante de moda, a cirurgia melhorou sua aparência e qualidade de vida. Ela afirma que sem esse procedimento, ela não teria conquistado metade de tudo que tem hoje.

Outro problema que também pode acontecer durante a gestação da criança é a fenda palatina, que acontece quando o palato, também conhecido como céu da boca, não se fecha completamente durante o processo de formação do rosto. Foi o que ocorreu com o João, filho da Caroline e do Amilton. Porém, o diagnóstico não foi tão rápido quanto o de Íngridy.

Após o nascimento, os médicos não identificaram que João tinha nascido com uma fenda no céu da boca. O bebê tinha dificuldades para respirar e para mamar, mas nenhum médico conseguiu diagnosticar o que ele tinha. O pequeno precisou passar por diversos exames, muitas vezes invasivos, que não constatava o que ele tinha. Cogitaram que João poderia ter refluxo, pneumonia ou até preguiça de sugar o leite.

João e seus pais após a cirurgia. (Na foto: Caroline, João e Amilton)
João e seus pais após a cirurgia. (Na foto: Caroline, João e Amilton)

Após um mês, de médico em médico, João foi examinado por uma fonoaudióloga, que apenas abriu a boca do bebê e diagnosticou a fenda. Um procedimento simples, que poderia ter sido feito logo após o nascimento. “Dei graças a Deus por ser só uma fenda. Eu já sabia que teríamos como corrigir e isso nunca foi um problema pra nós”, declara Caroline, aliviada, ao saber qual o problema do seu bebê.

Após o diagnóstico João foi encaminhado para a Associação Beijaflor, para realizar a cirurgia. “Na Associação, passamos por uma equipe de anjos, sempre muito carinhosos e atenciosos conosco.” João fez a cirurgia corretiva da fenda com um ano e três meses, com todos os cuidados necessários antes durante e depois da operação.

Com uma recuperação surpreendente, João chegou a engordar 500g após a cirurgia.  De lá pra cá, ele continua sendo acompanhado por toda a equipe e os resultados são todos dentro do esperado para a idade dele.

14885954_1064766620308920_360775036_n

“Hoje o João tem um ano e dez meses e todos os dias nós agradecemos a Deus por ele ter vindo para as nossas vidas assim do jeitinho que ele é, uma criança linda, ativa e bom de boca. Com tantas crianças com problemas de saúde mais graves e muitas vezes sem solução, uma fenda palatina não é nada, é só uma aventura entre tantas outras que virão na vida do João.”

Segundo dados da OMS (Organização Mundial de Saúde), a incidência de fissuras labiais no Brasil é de 1 a cada 650 crianças. O país tem cerca de 300.000 pessoas com fissuras e a cada ano surgem 6.000 novos casos. De todas as má formações congênitas, o lábio leporino e a fenda palatina são as mais comuns.

Serviço:

Operação Sorriso
Dia de seleção dos pacientes: 28 de outubro de 2016
Horário: a partir das 8 horas
Datas das cirurgias: 30 de outubro a 2 de novembro de 2016
Informações: (85) 3101-4212
Local: Hospital Infantil Albert Sabin – Rua Tertuliano Sales, 544, Vila União

 

Precisamos falar sobre Geraldo Rufino

geraldo-rufino-589x375

 

Sabe aquelas pessoas que ao chegar em um ambiente, logo espalham alegria? Que, de tão felizes, contagiam até àquele mais pessimista? Pois é, conheci uma assim, um dia desses. Além de transbordar felicidade, essa pessoa carrega consigo um brilho no olhar e no sorriso, sem explicação. Dá até pra fazer poesia, facilmente, só em falar dele. Eu estou falando do “Geraldim”, sim, para os mais íntimos, como eu! (rsrsr) Para os demais, é Geraldo Rufino. Considero-me íntima desse cara, mesmo tendo visto e falado com ele uma única vez. Ele nos dá essa liberdade.

Rufino é um exemplo de ser humano iluminado e raro de se encontrar nos dias de hoje. Leva consigo, desde sempre, uma alegria de viver invejável e chega a ser “irritantemente feliz”, como o chama sua filha. Sempre conta sua história de vida, com um sorriso no rosto, mesmo quando se trata dos momentos de maior dificuldade. Conhecer mais sobre a história de superação e alegria desse cara diante da vida, certamente fará você repensar sobre muita coisa.

Aos sete anos, Geraldo perdeu a mãe, sua maior fonte de inspiração e aprendizado sobre a vida. Mas para o empresário, isso não foi doloroso, pelo simples fato de não saber o que era a morte. É incrível ouvir Geraldo contando tudo que aprendeu com a mãe, mesmo com tão pouca idade. Apesar de ter vivido uma infância pobre, Rufino aprendeu, desde muito cedo, lições valiosas de generosidade e amor ao próximo, com a mãe. “Ela ia na Ceasa recolher o resto da feira para levar para a família e para os vizinhos.”

Foi com a mãe, também, que Geraldo aprendeu o segredo da felicidade: agradecer todas as manhãs por mais um dia. Hoje ele faz o mesmo, mudou apenas de endereço. “Eu me recuso a acreditar que existe algo mais importante do que a oportunidade de viver mais um dia!”. O estado de espírito e boas energias dele começam aí, pelo simples fato de acordar.

Eu e Rufino durante sua palestra no curso Fator de Enriquecimento, em Fortaleza.
Eu e Rufino durante sua palestra no curso Fator de Enriquecimento, em Fortaleza.

Conhecendo mais sobre a história do Rufino, fica fácil saber o porquê de ele está onde está hoje. Ex-catador de latinhas, Geraldo se tornou um dos homens mais ricos do Brasil, faturando 50 milhões por ano. Começou a trabalhar aos oito anos, em um lixão, onde viu a oportunidade de empreender pela primeira vez. “Com essa idade eu já tinha meu primeiro emprego, diferentemente dos meninos da favela. Então eu não tinha porque não sorrir.”

Empreendedor nato, Rufino conta que faliu várias vezes, mas que todas serviram de aprendizado para que ele crescesse cada vez mais. Trabalhou durante 15 anos, numa rede de parques de diversão,começando como office boy e saindo como diretor nacional. Enquanto trabalhava no parque, Rufino deu  um caminhão para cada um de seus dois irmãos, para fazerem entrega e ganhar um dinheiro extra.  Por ironia do destino, eles se envolveram, simultaneamente, em um acidente.  O que poderia ser o fim do negócio virou uma grande oportunidade. Sem seguro, Rufino teria de amargar o prejuízo. A saída foi desmontar os caminhões e revender as peças. Com a venda rápida, ele notou que havia um mercado e fundou a JR Diesel, maior empresa de reciclagem de caminhões do Brasil.

Gerando 150 empregos diretos, Geraldo estabelece uma relação exemplar com seus colaboradores, aliando carinho de mãe e disciplina militar. “Eu não pago salário mínimo a nenhum de meus funcionários. Acho isso uma vergonha. Eu os tratos com amor, exijo disciplina e divido os resultados.” A valorização de seus colaboradores como ser humano é prioridade.

“Toda vez que eu dou um passo, eu me preocupo em esticar a mão e dá uma puxadinha no próximo, pois ele é quem vai me dá a base para eu continuar subindo o próximo degrau.”

Aí você pergunta: e a crise? “Vejo como uma condição de oportunidade, uma motivação para que a humanidade evolua. Enquanto as pessoas fogem da crise, eu a uso ao meu favor.” Rufino tem propriedade para falar disso, pois foram durante os momentos de crise que ele conseguiu aprender e crescer ainda mais. Para ele, tudo é uma oportunidade! Depende da maneira que você está olhando.

Para que mais pessoas conheçam sua história de vida, Geraldo escreveu o livro O Catador de Sonhos, onde ensina tudo sobre determinação, otimismo e superação. Por meio do livro é possível enxergar oportunidades em cenários diversificados, não se deixando abalar pelas crises e fazer do seu sucesso uma fonte de sucesso para a sua família.

Considero Rufino uma fonte de aprendizado para todas as áreas da vida. Família, profissional, financeiro, social… não importa! Ele tem algo bom a dar exemplo em tudo! Porém, acima de tudo, o vejo como um exemplo de um legítimo brasileiro. Tem alegria de sobra, garra, fé, “sangue no olho” e samba no pé.

Conheça um pouco mais das história dele, com muita gargalhada, é claro!

 

Milagres do Paraíso: um filme que mudará sua forma de ver a vida

mae-e-filha

Sabe aqueles filmes que não terminam quando acabam? Que ficam ecoando por dias e dias na sua cabeça? Milagres do Paraíso (2016), de Patricia Riggen, é bem assim.

O filme se baseia numa história real que aconteceu, em 2011, na cidade de Cleburne, no Texas. O casal, Kevin (Martin Henderson) e Christy (Jennifer Garner), são os país de Annabel (Kylie Rogers), diagnosticada com uma doença grave no intestino, que pode levá-la à morte. No drama, temos uma mãe que, em meio ao desespero, tenta todas as possibilidades para a cura da filha. Desacreditada pela medicina e com a fé em Deus totalmente abalada, Christy, não desiste de procurar o melhor tratamento para a filha, em Boston.

Uma história encantadora que, ao chegar ao fim, me fez refletir sobre o quanto somos cegos ao verdadeiro milagre que é a vida. Muitas vezes, clamamos tanto a Deus um grande milagre em nossas vidas e esquecemos de ver os diversos milagres que acontecem conosco, diariamente. Chegar em casa ilesa depois de um dia inteiro de trabalho, receber um bom dia ou um elogio verdadeiro, são algumas coisas que nos acontecem com frequência, mas não percebemos a mão de Deus e nem agradecemos o suficiente.

351285
Alegria da família ao sair do hospital, com o Dr. Nurco.

Para enxergar como milagres esses pequenos agrados de Deus, é preciso fé, mesmo que ela seja pouca, mesmo que seja como um grão de mostarda. É ela que nos move a acreditar naquilo que todos desacreditam. Apenas com fé podemos valorizar pequenas gentilezas e ter esperança na conquista do impossível. E quando ela estiver fragilizada? “Senhor, aumenta a nossa fé!” (Lc 17: 5). Não tem outra saída, é só pedir.

Um trecho do filme, em que Christy está conversando com seu pastor, me marcou bastante. Ela diz: ‘Eu não sei onde está a minha fé agora.’ e pastor responde: ‘Todo mundo vai ter problemas e vejo dessa forma: eu tenho lutado com fé e tenho lutado sem ela. E vou te dizer, é muito mais fácil com!” Ter fé não é sinônimo de uma vida sem problemas. É passar por eles de uma forma mais simples e menos dolorosa.

Em uma fração de segundos, me vi pensando nos grandes milagres que já aconteceram comigo, em tudo que Deus já me deu e me permitiu viver. Me veio também, em pensamento, aqueles anjos, que Ele coloca em nossos caminhos, para tornar a vida ainda mais doce. Impossível assistir esse filme e não ser tomada pelos melhores sentimentos. Impossível não se emocionar. Chorei? Chorei! Creio que até os mais céticos não economizam nas lágrimas.

E como não basta apenas um história inspiradora para um filme só, Milagres do Paraíso ainda me deu de brinde uma das minhas bandas preferidas, Third Day, tocando I Need a Miracle (Eu Preciso de um Milagre). Aí, pronto! Sem estruturas nenhuma pra isso! Esta música é uma verdadeira oração naqueles momentos em que tudo parece perdido, mas que, com a fé, o milagre acontece.

Mesmo com os spoilers do próprio trailer, Milagres do Paraíso me surpreendeu bastante. Com uma abordagem leve e sem julgamentos, o filme traz à tona a fé, sem apelar para interferências religiosas. Tenho certeza que algo de muito bom ficará ecoando dentro de você por muito tempo!

“Só há duas maneiras de viver a vida: a primeira é vivê-la como se os milagres não existissem. A segunda é vivê-la como se tudo fosse milagre” Essa frase de Albert Einstein, citada no filme, é exatamente como tento ver a vida. Não há meio termo! E você? Como está disposto a viver a partir de agora? Da primeira ou da segunda maneira?

Cearense leva alegria a crianças de Fiji por meio da música

bhmc-1

 Hoje quero falar com você sobre um projeto pra lá de lindo, responsável por proporcionar muita alegria a crianças do outro lado do mundo. Estou falando do Be Happy Music Club, uma ideia genial que vem levando vida e luz, por meio da música, para a garotada das Ilhas Fiji, país da Oceania, composto por 332 ilhas.

O que mais me encanta é saber que quem plantou essa semente do bem foi um cearense arretado, que está fazendo a diferença nas ilhas do Pacífico. André Comaru, 35, está como voluntário permanente residente em Fiji, pelo governo australiano, desde abril, juntamente com sua namorada, Gracie. O casal vem aprendendo muito sobre a vida, vivendo em um lugar paradisíaco e ajudando a construir um futuro melhor para os habitantes do país.

bhmc-3

Tudo começou quando André decidiu tocar violão para crianças da Fiji School of The Blind, uma escola/hostel para crianças com deficiência visual. A partir desta visita ele já percebeu o poder transformador da música para os pequenos. “As mudanças já aconteceram desde a primeira vez que tocamos para eles. Foi possível ver a música mudar o semblante, a confiança e a percepção do movimento corporal das crianças. Por isso ficamos tão tocados a fazer com que esse projeto, de fato, acontecesse.”

O casal decidiu, então, dar continuidade ao projeto social, tendo a música como uma fonte de inspiração para inclusão social, construção de personalidade e construção de confiança dos pequenos. De acordo com André, muitas dessas crianças têm suas deficiências e às vezes não se sentem parte da sociedade, da comunidade, e alguns deles nem sequer se sentem parte de sua própria família.

Atualmente, o projeto introduz a música e a dança, ensina sobre instrumentos musicais e grandes nomes da música mundial a crianças com alguma desabilidade física, motora ou mental de Fiji. Sem sede própria, o objetivo é expandir, reabilitar e promover qualidade de vida a qualquer criança. “Convivendo com elas, passamos a dar valor a outras coisas e a sermos gratos por estarmos vivendo tudo isso.”

Para que o Be Happy Music Club possa alcançar mais crianças é preciso que outras pessoas, pelo mundo, abracem essa causa. De acordo com André, o projeto já tem contatos para começar na Austrália, em Hong kong, na Nova Zelândia e na Holanda. Para ser um embaixador do Be Happy, não é necessário doação ou investimento financeiro. Basta apenas boa vontade, muita alegria e um instrumento musical. 

bhmc-2

“Um momento que nunca vamos esquecer aconteceu em uma das sessões, quando uma criança deficiente visual, com autismo, levantou sozinha e começou a dançar.”

Ainda não tive a oportunidade de ver de perto as mudanças que esse projeto vem trazendo aos moradores de Fiji. Mas estou aqui, do outro lado, com os olhos brilhando de felicidade e torcendo para que cada vez mais crianças sejam transformadas.

Caso você tenha interesse em espalhar a alegria da música aos nossos pequenos, manda um e-mail para: behappymusicclub@gmail.com. Conheça mais sobre o Be Happy Music Club, acessando a página do projeto no Facebook. Siga também no Instagram >> @behappymusicclub

Alimentando o corpo e a alma na Serra do Ouro, em Uruburetama

Prontos para subir a Serra do Ouro.
Prontos para subir a Serra do Ouro.

Se tem uma palavrinha que vocês ainda vão ler muuuuito por aqui é GRATIDÃO!

Impossível não agradecer a Deus todos os dias pelo que acontece comigo, principalmente quando se trata de um domingo cheio de sorrisos, boas companhias e cestas básicas distribuídas. Parece que vivi vários dias em um só. Isso tudo aconteceu em um local chamado Serra do Ouro, em Uruburetama, onde é possível ver beleza em tudo!

Estou falando de um local cheio de extremos, com casas bem distantes umas das outras e de difícil acesso. Quando falo de difícil acesso, não estou exagerando (juro)! Para chegar ao topo da serra, tivemos que subir um quilômetro de estrada totalmente íngreme e bem estreita, onde só é possível subir de moto, jumento ou a pé.

14247635_1197141830307852_996817579_o

Nossa missão (grupo Gratidão) lá foi distribuir cestas básicas para mais de 100 famílias, que já estavam devidamente cadastradas e avisadas sobre a nossa chegada. Um dia antes as cestas básicas já haviam chegado, carregadas por jumentos.   

Durante a subida, não tínhamos noção do que nos esperava lá em cima. Essa sensação eu sei que nunca vou esquecer! Após mais de uma hora de caminhada. Concluímos a subida, às 11:30. Ao chegar encontramos muitos sorrisos de crianças, idosos e pais de família, que nos esperavam desde às 7 da manhã. Os olhares eram bem atentos e curiosos a nossa chegada!

Ao chegar no alto da Serra do Ouro, todos que estavam a nossa espera se reuniram e cantaram uma música linda para a gente! “Amigos para sempre é o que nós iremos ser…” E nessa hora realmente caíram vários ciscos nos olhos. Era muita humildade e gentileza para um dia só. Acho que nunca vi na minha vida pessoas tão educadas e gentis! Em poucos minutos sumiram cansaço e as dores no corpo. A energia que existe naquele lugar é indescritível.

 

 

Entrega de cestas básicas.Estavam todos reunidos na casa da dona Ray (ela é quase uma líder da comunidade). Durante a ação fizemos um lanche com as famílias, distribuímos brinde para todas as crianças ali presentes e entregamos as 200 cestas básicas. Diante da nossa dificuldade de chegar até ali, era impossível não me colocar no lugar deles. Foi um momento único, poder ver a alegria no rosto daquelas pessoas que precisam fazer aquele percurso tão difícil todos os dias.

Quando terminamos de entregar as cestas básicas, fomos visitar uma gruta de Nossa Senhora em uma parte ainda mais alta da serra (sim, ainda tivemos fôlego para isso!). Mas valeu a pena! Paz interior e muita gratidão a Deus por tudo aquilo. Subindo um pouco mais a serra chegamos à casa do senhor Dedé, que ainda nos premiou com uma água de côco tirada na hora. Lá de cima pudemos contemplar a vista mais linda da Serra do Ouro!

Chegando ao topo da Serra do Ouro
Chegando ao topo da Serra do Ouro

Quando voltamos à casa da dona Ray, já estava a nossa espera um banquete preparado com muito carinho. Tudo uma delícia! Almoçamos, descansamos um pouco e seguimos viagem. Descemos a serra mais leves, felizes e ao mesmo tempo carregado de sentimentos bons. Várias lições para voltar comigo em um dia só. Lição de humildade, paciência, perseverança e cuidado. E, sem dúvida, voltamos com a certeza de que recebemos muito mais que doamos. 

“Um simples ato de carinho cria uma onda sem fim!”

Veja todas as fotos da ação na Serra do Ouro:

cruz da gruta
14274479_1197024970319538_1831894464_o
14285464_1197024926986209_20696687_o
Imagem de Nossa Senhora na gruta.
Caption
Imagem de Nossa Senhora na gruta.
Gruta de Nossa Senhora.
Caption
Gruta de Nossa Senhora.
Lanche antes da entrega de cestas.
Caption
Lanche antes da entrega de cestas.
Subindo a Serra do Ouro
Caption
Subindo a Serra do Ouro
Entrega de cestas básicas.
Caption
Entrega de cestas básicas.
Entrega de lanche para as famílias na Serra do Ouro.
Caption
Entrega de lanche para as famílias na Serra do Ouro.
Grupo gratidão em frente à casa da dona Ray.
Caption
Grupo gratidão em frente à casa da dona Ray.
subindo a serra
Almoço preparado com muito carinho para o grupo Gratidão.
Caption
Almoço preparado com muito carinho para o grupo Gratidão.
fila para entrega de cestas
entrega de cestas
14247635_1197141830307852_996817579_o
14215527_1197317630290272_284853647_o
14274580_1197317670290268_1415090363_o
14284859_1197317730290262_1283756879_o (1)
Chegando ao topo da Serra do Ouro
Caption
Chegando ao topo da Serra do Ouro
14215527_1197317630290272_284853647_o
14233388_1197608686927833_470341258_o
14233506_1197608586927843_471045894_o
14273443_1197608530261182_1510682873_o
14285011_1197608736927828_1128871815_o
Prontos para subir a Serra do Ouro.
Caption
Prontos para subir a Serra do Ouro.

Rio 2016: histórias de garra e superação nas olimpíadas

medalha_ouro
Rafaela Silva após a conquista do seu primeiro ouro olímpico.

Antes mesmo de começar a ver o mundo dar um show no esporte aqui no meu país, a abertura da Rio 2016 já me deixou maravilhada. Costumo dizer que o Rio de Janeiro, por si só, já é acolhedor e místico. Em clima de jogos olímpico, então, dispensa comentários.

Durante esse jogos, vejo algo muito mais envolvente e contagiante acontecendo, mesmo o Brasil estando com apenas nove medalhas (até então) e com um desempenho aquém dos seus concorrentes. Poder presenciar, mesmo que pela TV, a trajetória de superação de alguns atletas até subir ao pódio está sendo revigorante.

Michael Phelps, a lenda da natação mundial, se despede do esporte nas Olimpíadas do Rio, com a sua 23º medalha de ouro. Após deixar o esporte em 2012 e se envolver em diversas polêmicas, o  mito dá a volta por cima e tem um retorno triunfante às piscinas, deixando todos boquiabertos com tamanha determinação. É como se a cada braçada ele batesse um novo recorde.

Michael Phelps mostra sua 20ª medalha de ouro em Olimpíadas (Foto: Lucas Lima)
Michael Phelps mostra sua 20ª medalha de ouro em Olimpíadas (Foto: Lucas Lima)

Por falar em garra e determinação, a judoca brasileira Rafaela Silva também se superou na Rio 2016. Após a dor da derrota em Londres 2012 e um retorno negativo do público, com ofensas racistas, a atleta quase abandou o esporte. Mas com a sua força e o apoio de quem realmente acredita em seu potencial, ela mostrou para o que veio e dentro do tatame deu o recado que estava preso na garganta há quatro anos. Da Cidade de Deus para o mundo, Rafaela foi coroada no lugar mais alto do pódio e trouxe o primeiro ouro do Brasil nesses jogos.

O segundo ouro olímpico do Brasil veio do atletismo, com Thiago Braz.  O atleta vinha travando uma guerra constante contra sua própria mente. Thiago superou todos os seus medos e se reinventou saltando impressionantes 6,03m para levar a medalha de ouro, com direito a novo recorde olímpico. Foi emocionante!

Thiago Braz comemora a vitória no salto com vara.
Thiago Braz comemora a vitória no salto com vara.

Falar de superação é bem mais que conquistar um medalha de ouro nas Olimpíadas, é não desistir do sonho, é acreditar na sua capacidade e foi isso que fez Diego Hypólito. Com uma medalha de prata pôde mostrar a todos que os insucessos de Pequim e Londres serviram de aprendizado para chegar na Rio 2016 e conquistar o segundo lugar na modalidade. Mas o melhor ainda está por vir e ele promete ser ouro na ginástica em 2020.

“Nunca deixe que digam até onde vai o seu sonho. Se a gente cair, temos o direito de levantar de cabeça erguida em busca dos nossos sonhos.” é o que declara o atleta, emocionado, após descer do pódio.

Diego Hypólito após a conquista da sua medalha de prata nas Olimpíadas 2016
Diego Hypólito após a conquista da medalha de prata nas Olimpíadas.

Colecionar medalhas de ouro, bater recordes mundiais, superar duas derrotas olímpicas, vencer o preconceito e subir ao pódio… Tudo isso só foi possível para esses atletas porque, além da determinação, contaram com o apoio de profissionais que acreditaram no potencial de cada um e não deixaram que eles desistissem. Coaches, e psicólogos, vocês tem todo o meu respeito por mostrarem ao mundo que podemos alcançar a vitória, usando todas as nossas emoções ao nosso favor.

Uma onda de cidadania na Praia da Caponga (CE)

Evandro Amaral

 

Sol, mar, surf e sala de aula, é nesse universo que acontece o Projeto Surf na Escola, uma iniciativa que vem mostrando que é possível formar cidadãos do bem, aliando educação, arte e esporte.

O projeto foi criado, há 9 anos, a partir do sonho de três irmãos em fazer do surf um vetor de transformação para o destino de crianças e jovens estudantes da rede pública de ensino na Praia da Caponga, em Cascavel.

Para Marquinhos Farney, responsável pelo projeto, é muito gratificante ver as crianças indo para o caminho do bem, fazendo coisas novas e seguindo sempre em frente e longe das drogas.

“O meu desejo é que esses jovens nunca deixem de sonhar e que apareçam novos projetos para várias crianças, para que elas não encontrem caminhos escuros na estrada da vida”

surf na escola o lado bom

Atualmente o Surf na Escola trabalha com mais de 100 crianças da comunidade e tem como base a educação, mesmo sendo o surf a atividade principal do projeto. Em contraturno com as escolas, os alunos também recebem acompanhamento pedagógico, aulas de arte e de música.

Para participar das aulas práticas dentro da água os alunos precisam passar pelo reforço escolar e ter um bom desempenho nos estudos. “As crianças trazem as tarefas de casa para serem feitas aqui no projeto e só fazem qualquer outra atividade depois que terminarem”, explica a educadora Bruna Gama.

Na praia, os alunos não apenas recebem aulas de surf, mas também de sustentabilidade, com mutirões de limpeza organizado constantemente pelo projeto.

 

surf na escola 3
Crianças do Projeto após atividade de limpeza da praia.

 

12106769_10204738542004955_1443901673004447580_n

Conheci o Surf na Escola com alguns amigos no ano passado. Foi uma manhã inteira de brincadeiras e aprendizado com essa garotada. É maravilho ver de perto o impacto dessa iniciativa na comunidade como um todo.

A alegria de ser uma mãe social

TIA FRANCISCA

 

Minha inspiração de hoje é uma mulher cheia de luz, que conseguiu ver O Lado Bom em meio a tanta dor. Tia Francisca, 37, trabalha, há dois anos, como mãe social na Casa do Menor São Miguel Arcanjo, em Fortaleza, onde cuida de quase dez crianças, como se fossem seus filhos.

Mãe Social é a pessoa responsável por educar e cuidar de crianças, adolescentes e jovens que por diversos motivos tiveram seus vínculos familiares fragilizados ou rompidos (negligência, discriminação, abuso e exploração).

É apaixonante ver o empenho e cuidado que Tia Francisca dedica aos pequenos. Amar, sem restrição, cada uma das crianças acolhidas pelo abrigo é o que move esta mulher, desde a morte de sua filha, Vitória.

“Quando perdi minha filha, questionei muito a Deus, mas hoje vejo o quanto Ele foi bom comigo, me dando de presente muitos filhos. Esses meninos são tudo na minha vida”

Em junho deste ano fez 10 anos que Vitória faleceu. Uma lembrança que, inevitavelmente, acompanhará para sempre Tia Francisca . Mas o bom disso tudo, é ver o que a ausência de sua filha é um combustível para que ela dedique-se ainda mais a sua missão.

“O amor que eu tinha para dar à ela, eu dedico aos meus filhos da Casa do Menor e eles me devolvem em dobro”.

Como mãe social, Tia Francisca é responsável por bebês recém-nascidos e crianças de até 5 anos. Ela vem sendo uma referência materna para essas crianças, na maioria das vezes, a única que elas terão na vida.

“Nesse trabalho eu me achei. Eu me sinto a mulher mais feliz do mundo, quando eu chego e os meninos me chamam de “mamãe”. Só Deus mesmo para trazer aquele sorriso que chega tão sofrido e que demora tanto para ser conquistado”.

Presente em oito estados, a Casa do Menor São Miguel Arcanjo, acolhe crianças e adolescentes em situação de risco pessoal e social. Localizada no Condomínio Espiritual Uirapuru (CEU), em Fortaleza, a instituição tem como foco ajudá-los a “sonhar”, criar relações de referência e oferecer-lhes alternativas possíveis para superarem a realidade em que viviam.

Nesse documentário produzido por mim e Leandro Kemps, é possível conhecer um pouco mais da história da instituição e do trabalho Tia Francisca.