A força da mulher do sertão

a força da mulherMês de Março já começou com tudo e com ele, vem toda a beleza e a força da mulher. E cada dia que passa me surpreendo mais como alguém um dia ousou chamá-la de sexo frágil.

Pode até parecer frágil quando é abandonada pelo marido, com filhos para criar. Mas é forte, quando decide ir em frente e ser a provedora da família, com todo amor.

Pode até parecer frágil quando não há espaço para ela em muitos pilares da sociedade. Mas é forte, quando enfrenta todo tipo de preconceito e se destaca em tudo que decide fazer.

Pode até parecer frágil quando apanha do marido. Mas é forte, quando, mesmo ferida por fora e por dentro, ergue a cabeça, denuncia o agressor e constrói uma nova vida.

O fato é: a fragilidade existe, mas como o objetivo de dar forças para ela ser ainda mais forte. E é dessa força que quero falar aqui. Quero falar de mulheres, que a única escolha que tem na vida é ser Forte! Mulheres que vivem à margem de tudo e de todos, mas que não inventam desculpas para desistir.

Essa mulher está à frente da casa, do lar, a mulher que carrega consigo, a família, as dificuldades e as marcas do tempo. São essas mulheres que estão lá, com uma força sem igual, para receber o seu alimento com toda a alegria do mundo.

Essa mulher também carrega sorrisos expressivos, carrega e descarrega abraços apertados como se um desconhecido fosse seu filho ou alguém muito próximo. É essa mesma mulher que vive uma vida em função da felicidade dos seus, dos mais chegados e de um parente distante.

a força da mulher do sertão

Sorte de quem tem a chance de, pelo menos uma vez na vida, cruzar com uma delas. Tenho certeza de que se você for surpreendido, algum dia com a força de uma, você nunca mais será o mesmo.

Estou falando da mulher do sertão acorda cedo, que assim como muitas outras, trabalha duro para dar o sustento à família, enfrenta o mundo e ainda providencia fartura na mesa para quem quiser chegar.

A você que um dia receber um convite para uma refeição na casa dela, nunca ouse recusar. É uma ofensa para ela e para você e jogar fora a oportunidade de se nutrir de um banquete feito com amor.

a força da mulher do sertão

Eu tive o prazer de ser convidada para um banquete desses, durante algumas ações que participei. E posso dizer? São as melhores! Tive, então, a honra de conhecer algumas dessas mulheres, com marcas do sol, do tempo e muito amor, mas que se tornaram inesquecíveis pela força que carregavam em si.

Algumas me chamaram muita atenção, como a dona Nelcíria, que há mais de 30 mora em São Luís do Curu e criou seus filhos e netos em uma casinha, ainda de taipa, com muito amor. Outro exemplo de mulher de arrancar suspiros é a dona Vilani, que abriu as portas de sua casa e um sorriso bem largo para nos receber.

Teve também a dona Josefa Ana, que, durante a volta de uma ação, parou o nosso carro no meio da estrada e nos pediu cesta básica. Uma ajuda para o seu vizinho, que não estava em casa, mas que estava desempregado e muito necessitado.

Aqui eu trouxe apenas alguns exemplos, mas são tantos por aí. São tantas Vilanis, Neulcírias e Josefas espalhadas no nosso sertão, esquecidas por muita gente, mas sempre com um olhar de esperança e uma alegria com tão pouco.

E não é só no sertão que elas estão. Elas estão em todo lugar! Passam pela gente todos os dias na rua, talvez estejam presas dentro de um asilo ou até mesmo moram com a gente, dentro da nossa casa! Basta um olhar mais atento, um cuidado com quem nos cerca e um sorriso no rosto que você pode tornar a vida dela muito melhor!

 

são joão solidário

Casablanca Turismo realiza São João Solidário no próximo sábado

O mês de junho já está chegando ao fim, mas as festas juninas ainda estão a todo vapor! Ainda dá tempo de você dançar um arrasta pé, da melhor maneira possível: ajudando ao próximo. Isso mesmo!

No dia 01/07, a Casablanca Turismo realiza seu 17º São João Solidário.  A festa é aberta ao público e acontece no Pirata Bar. Os ingressos estão à venda nas lojas da Casablanca Turismo e no local do evento.

Há 17 anos a Casablanca Turismo realiza o São João Solidário, uma gincana interna durante todo o mês de junho onde os funcionários são divididos em dois grupos: Lampião e Maria Bonita, e vence o grupo que arrecadar a maior quantidade de alimentos e bolsas de sangue.

Este ano, a agência de viagens se uniu ao Grupo Gratidão, grupo que participo e que já falei algumas vezes aqui das ações realizadas. E desta vez, a onda do bem vai desaguar na Serra Pelada, município de Maranguape-Ce.

 

Comunidade de Serra Pelada, no Município de Maranguape.

Comunidade de Serra Pelada, no Município de Maranguape.

Comunidade de Serra Pelada, no Município de Maranguape.
Comunidade de Serra Pelada, no Município de Maranguape.

 

Para ajudar essa comunidade, adquira já o seu ingresso ou entre em contato com o Grupo Gratidão. Quando a ação acontecer, estarei contando pra vocês, com detalhes como foi a entrega das doações. Sem dúvidas, será um momento único!

Confira algumas ações realizadas pelo Grupo Gratidão que foram notícia no Blog:

O poder da solidariedade no Sertão Cearense

O lado bom de juntar tampinhas

Serviço:

XVII São João Solidário do Grupo Casablanca Turismo
Data: 01 de julho, às 19h
Local: Pirata Bar – Praia de Iracema
Entrada: Ingresso + 1Kg de alimento

O poder da solidariedade no Sertão Cearense

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Grupo Gratidão e a Comunidade da Banquinha, após a ação.

“A união faz a força!”, “Juntos somos mais fortes!”, “Ninguém é tão bom quanto todos nós juntos!” são frases meio clichê, mas representam bem um final de semana de encher o coração de felicidade. E tudo isso só foi possível graças à união de um grupo disposto a fazer o bem!

Então, vamos lá…

Como já falei por aqui, participo de um grupo chamado Gratidão (grupo de amigos, que sempre estão por aí sempre ajudando quem precisa) e dessa vez nossa missão não era nada fácil, mas sabíamos que ia valer muuuito a pena!

Tudo começou em outubro, quando dois representantes do grupo visitaram uma localidade de Mombaça, no interior do Ceará, e viram o quanto aquelas pessoas precisavam de alimentos e roupas. Desde então, assumimos o compromisso de voltarmos lá em fevereiro com cestas básicas, vestuário e muita alegria.

A meta eram 600 cestas básicas a serem doadas a 150 famílias. Foram quatro meses de dedicação, de pedidos, de preocupação, mas sem nunca de desacreditar que tudo seria perfeito. Tínhamos plena confiança em Deus e em todos que disseram seu “sim” para esse momento tão especial. Sabíamos o poder de todos juntos por um só objetivo.

Um mês antes da ação, ainda não tínhamos conseguido arrecadar nem metade do esperado. Afinal, era começo de ano, IPTU, IPVA, Colégio e outras contas básicas para essa época. Desde o começo, nós sabíamos que o desafio seria grande, mas tínhamos a certeza de que tudo ia dá certo!

É incrível ver quantas pessoas entraram nessa onda do bem, contribuindo de diversas formas. Seja com alimentos, dinheiro ou oração, tudo foi essencial para que esse dia fosse tão lindo!

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Quatro toneladas de alimentos e uma de roupas para entregar.

Chega o grande dia! Foram 460 cestas, quase uma tonelada de roupas e muito amor para dar. Não conseguimos alcançar nossa meta, mas mesmo cada família receberia uma boa quantidade de alimentos. Não é incrível?!

Conhecida pelo clima muito quente e seco, a linda Mombaça, há 300 km de Fortaleza, estava à nossa espera com um clima super agradável, bem diferente de quando fomos visitar. A chuva deixou tudo verdinho e com cheirinho gostoso de mato.

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Tudo verdinho na estrada.

A ação foi concentrada em dois pontos. Uma localidade menor, chamada Recreio, onde foram entregues apenas 50 cestas. E a Comunidade da Banquinha, onde organizamos algo maior. Chegamos lá, em torno de 14h e desde às 6h que já estavam todos aguardando nossa chegada.

Mais de 150 famílias nos acolheram como se fôssemos filhos, que há muito tempo não viam. Fizeram uma verdadeira festa com a nossa chegada. A primeira frase que ouvi de um morador, assim que cheguei foi: “estava há muito tempo esperando por vocês!”. Mal sabiam eles o quanto aquela visita foi esperada por nós também.

Levamos também muitos bolos (adoro) e refris para um lanche, antes começar a distribuir as cestas. Foram, em média, 2 cestas para cada família, na Comunidade da Banquinha. Distribuímos também brinquedos arrecadados que foram a festa das crianças!

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Ação na Comunidade da Banquinha.

Fiquei encantada com cada pessoa, cada olhar, cada sorriso! Eles nos fizeram crer o quanto valeu a pena toda dedicação. E sabe o melhor de tudo? Ainda sobraram algumas para entregar em outra localidade próxima.

No caminho de volta para o hotel, meu coração se enchia de gratidão por todas as doações recebidas de amigos e conhecidos que decidiram servir a quem nem mesmo conheciam. Para mim, não estavam na ação apenas os 10 voluntários do grupo, mas cada um que nos ajudou a levar pra tão longe essa onda do bem.

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De volta para o hotel.

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Adote uma cartinha e seja Noel pra uma criança

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Cartinhas que eu adotei no programa Papai Noel dos Correios.

Quando eu era criança adorava brincar de Barbie. Nunca tive muitas, mas tinha as que eu queria. Pra ter uma boneca nova, era preciso escolher: ou a barbie ou o tênis da Sandy, ou a barbie ou a sainha de prega da moda, ou a barbie ou o caderno de capa dura cheio de adesivos. Enfim, mas eu tinha a opção de ter a barbie e também a casa dela toda feita de madeira. Eu adoraaaava tudo isso!

Olhando pra minha infância hoje, vejo o quanto foi saudável poder brincar do que eu queria. Diferentemente de mim, existem crianças que não tem essa mesma oportunidade. Muitas não tem nem escolha. A única opção é ficar sem o brinquedo favorito e também sem uma roupa nova. As condições em que vivem não as permitem escolher.

Joel e Diego são dois exemplos de crianças que vivem essa realidade. Eles escreveram uma cartinha para o Papai Noel dos Correios, campanha realizada pelo órgão há mais de 25 anos, com o objetivo de realizar o sonho de milhares de crianças em todo o país. Joel pediu um helicóptero de controle remoto e Diego um carrinho. E adivinha quem vai ser a mamãe noel deles? Isso mesmo, euzinha!

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Cartinhas do Joel e Diego que eu adotei no programa Papai Noel dos Correios.

Este ano é a primeira vez que estou adotando cartinhas. Para participar da campanha, é muito simples, basta ir a uma das unidades dos Correios participantes, escolher uma ou mais cartinhas para adotar e comprar o presente descrito na carta. Depois é só levá-lo ao local definido pelos Correios na sua região e a entrega será por conta da  entidade. Mais de 40 mil cartas enviadas em 2015 foram adotadas. 

Somente são selecionadas pelos Correios cartas de crianças matriculadas na rede pública de ensino ou em instituições assistenciais. A campanha estimula a redação de cartas manuscritas, dissemina valores natalinos e estimula a solidariedade. Desta forma, qualquer cidadão pode ser papai ou mamãe noel, sem ter que rodar o mundo em um trenó.

O mais contagiante de tudo isso é a pureza e simplicidade contida em cada linha escrita. Os pedidos vão desde uma bola de futebol ou uma calculadora da Barbie, até uma bicicleta ou um video game. Não importa o tamanho ou valor, o importante é a sinceridade que cada cartinha nos traz. Algumas crianças depositam ali, a única esperança de presente do ano inteiro, talvez.

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Árvore de Natal com cartinhas, na Agência dos Correios Aldeota.

 

Virando padrinho

Desde o dia 11 de novembro deste ano, que qualquer pessoa pode pode adotar as cartinhas que estarão nos pontos divulgados pelos Correios.


Onde adotar uma cartinha

– Em Fortaleza, a adoção poderá ser feita, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h30min e aos sábados, das 9h às 12h, nos seguintes pontos:

  • AGÊNCIA CENTRAL – RUA SENADOR ALENCAR, 38 – CENTRO, FORTALEZA, CE
  • AGÊNCIA PARANGABA – AV.JOÃO PESSOA,7189 – PARANGABA, FORTALEZA, CE
  • AGÊNCIA ALDEOTA – RUA MARIA TOMÁSIA, 682 – ALDEOTA, FORTALEZA, CE
  • AGÊNCIA BARÃO STUDART – BARÃO DE STUDART, 1864-A/B – ALDEOTA, FORTALEZA, CE
  • AGÊNCIA ALENCARINA – OLIVEIRA PAIVA, 2800 – CIDADE DOS FUNCIONÁRIOS, FORTALEZA, CE
  • AGÊNCIA IGUATEMI – AV.WASHINGTON SOARES, 85

Até quando vai a campanha

– A campanha começa em Fortaleza, no dia 11 de novembro e vai até o dia 15 de dezembro.

Há limite de adoção?

– Não há limite de cartas por padrinho, mas o padrinho é responsável pelas cartas que pegar para adotar. Lembre que uma desistência impede que a carta seja adotada por outro padrinho.

Onde entregar o presente?

– Os presentes são entregues pelos padrinhos no mesmo local em que a carta foi adotada para depois serem entregues pelos Correios nas escolas e instituições que participaram da campanha.

Como embrulhar o presente?

– Caso o brinquedo seja frágil, acondicione de forma adequada, utilizando caixa e escreva “Frágil” no pacote.

– Bicicletas devem ser entregues, preferencialmente, em caixas.

– Escreva o número de identificação da carta na embalagem do presente. Os presentes deverão ser numerados com a mesma numeração da carta.

Cearense leva alegria a crianças de Fiji por meio da música

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 Hoje quero falar com você sobre um projeto pra lá de lindo, responsável por proporcionar muita alegria a crianças do outro lado do mundo. Estou falando do Be Happy Music Club, uma ideia genial que vem levando vida e luz, por meio da música, para a garotada das Ilhas Fiji, país da Oceania, composto por 332 ilhas.

O que mais me encanta é saber que quem plantou essa semente do bem foi um cearense arretado, que está fazendo a diferença nas ilhas do Pacífico. André Comaru, 35, está como voluntário permanente residente em Fiji, pelo governo australiano, desde abril, juntamente com sua namorada, Gracie. O casal vem aprendendo muito sobre a vida, vivendo em um lugar paradisíaco e ajudando a construir um futuro melhor para os habitantes do país.

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Tudo começou quando André decidiu tocar violão para crianças da Fiji School of The Blind, uma escola/hostel para crianças com deficiência visual. A partir desta visita ele já percebeu o poder transformador da música para os pequenos. “As mudanças já aconteceram desde a primeira vez que tocamos para eles. Foi possível ver a música mudar o semblante, a confiança e a percepção do movimento corporal das crianças. Por isso ficamos tão tocados a fazer com que esse projeto, de fato, acontecesse.”

O casal decidiu, então, dar continuidade ao projeto social, tendo a música como uma fonte de inspiração para inclusão social, construção de personalidade e construção de confiança dos pequenos. De acordo com André, muitas dessas crianças têm suas deficiências e às vezes não se sentem parte da sociedade, da comunidade, e alguns deles nem sequer se sentem parte de sua própria família.

Atualmente, o projeto introduz a música e a dança, ensina sobre instrumentos musicais e grandes nomes da música mundial a crianças com alguma desabilidade física, motora ou mental de Fiji. Sem sede própria, o objetivo é expandir, reabilitar e promover qualidade de vida a qualquer criança. “Convivendo com elas, passamos a dar valor a outras coisas e a sermos gratos por estarmos vivendo tudo isso.”

Para que o Be Happy Music Club possa alcançar mais crianças é preciso que outras pessoas, pelo mundo, abracem essa causa. De acordo com André, o projeto já tem contatos para começar na Austrália, em Hong kong, na Nova Zelândia e na Holanda. Para ser um embaixador do Be Happy, não é necessário doação ou investimento financeiro. Basta apenas boa vontade, muita alegria e um instrumento musical. 

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“Um momento que nunca vamos esquecer aconteceu em uma das sessões, quando uma criança deficiente visual, com autismo, levantou sozinha e começou a dançar.”

Ainda não tive a oportunidade de ver de perto as mudanças que esse projeto vem trazendo aos moradores de Fiji. Mas estou aqui, do outro lado, com os olhos brilhando de felicidade e torcendo para que cada vez mais crianças sejam transformadas.

Caso você tenha interesse em espalhar a alegria da música aos nossos pequenos, manda um e-mail para: behappymusicclub@gmail.com. Conheça mais sobre o Be Happy Music Club, acessando a página do projeto no Facebook. Siga também no Instagram >> @behappymusicclub

Alimentando o corpo e a alma na Serra do Ouro, em Uruburetama

Prontos para subir a Serra do Ouro.
Prontos para subir a Serra do Ouro.

Se tem uma palavrinha que vocês ainda vão ler muuuuito por aqui é GRATIDÃO!

Impossível não agradecer a Deus todos os dias pelo que acontece comigo, principalmente quando se trata de um domingo cheio de sorrisos, boas companhias e cestas básicas distribuídas. Parece que vivi vários dias em um só. Isso tudo aconteceu em um local chamado Serra do Ouro, em Uruburetama, onde é possível ver beleza em tudo!

Estou falando de um local cheio de extremos, com casas bem distantes umas das outras e de difícil acesso. Quando falo de difícil acesso, não estou exagerando (juro)! Para chegar ao topo da serra, tivemos que subir um quilômetro de estrada totalmente íngreme e bem estreita, onde só é possível subir de moto, jumento ou a pé.

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Nossa missão (grupo Gratidão) lá foi distribuir cestas básicas para mais de 100 famílias, que já estavam devidamente cadastradas e avisadas sobre a nossa chegada. Um dia antes as cestas básicas já haviam chegado, carregadas por jumentos.   

Durante a subida, não tínhamos noção do que nos esperava lá em cima. Essa sensação eu sei que nunca vou esquecer! Após mais de uma hora de caminhada. Concluímos a subida, às 11:30. Ao chegar encontramos muitos sorrisos de crianças, idosos e pais de família, que nos esperavam desde às 7 da manhã. Os olhares eram bem atentos e curiosos a nossa chegada!

Ao chegar no alto da Serra do Ouro, todos que estavam a nossa espera se reuniram e cantaram uma música linda para a gente! “Amigos para sempre é o que nós iremos ser…” E nessa hora realmente caíram vários ciscos nos olhos. Era muita humildade e gentileza para um dia só. Acho que nunca vi na minha vida pessoas tão educadas e gentis! Em poucos minutos sumiram cansaço e as dores no corpo. A energia que existe naquele lugar é indescritível.

 

 

Entrega de cestas básicas.Estavam todos reunidos na casa da dona Ray (ela é quase uma líder da comunidade). Durante a ação fizemos um lanche com as famílias, distribuímos brinde para todas as crianças ali presentes e entregamos as 200 cestas básicas. Diante da nossa dificuldade de chegar até ali, era impossível não me colocar no lugar deles. Foi um momento único, poder ver a alegria no rosto daquelas pessoas que precisam fazer aquele percurso tão difícil todos os dias.

Quando terminamos de entregar as cestas básicas, fomos visitar uma gruta de Nossa Senhora em uma parte ainda mais alta da serra (sim, ainda tivemos fôlego para isso!). Mas valeu a pena! Paz interior e muita gratidão a Deus por tudo aquilo. Subindo um pouco mais a serra chegamos à casa do senhor Dedé, que ainda nos premiou com uma água de côco tirada na hora. Lá de cima pudemos contemplar a vista mais linda da Serra do Ouro!

Chegando ao topo da Serra do Ouro
Chegando ao topo da Serra do Ouro

Quando voltamos à casa da dona Ray, já estava a nossa espera um banquete preparado com muito carinho. Tudo uma delícia! Almoçamos, descansamos um pouco e seguimos viagem. Descemos a serra mais leves, felizes e ao mesmo tempo carregado de sentimentos bons. Várias lições para voltar comigo em um dia só. Lição de humildade, paciência, perseverança e cuidado. E, sem dúvida, voltamos com a certeza de que recebemos muito mais que doamos. 

“Um simples ato de carinho cria uma onda sem fim!”

Veja todas as fotos da ação na Serra do Ouro:

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Imagem de Nossa Senhora na gruta.
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Imagem de Nossa Senhora na gruta.
Gruta de Nossa Senhora.
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Gruta de Nossa Senhora.
Lanche antes da entrega de cestas.
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Lanche antes da entrega de cestas.
Subindo a Serra do Ouro
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Subindo a Serra do Ouro
Entrega de cestas básicas.
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Entrega de cestas básicas.
Entrega de lanche para as famílias na Serra do Ouro.
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Entrega de lanche para as famílias na Serra do Ouro.
Grupo gratidão em frente à casa da dona Ray.
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Grupo gratidão em frente à casa da dona Ray.
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Almoço preparado com muito carinho para o grupo Gratidão.
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Almoço preparado com muito carinho para o grupo Gratidão.
fila para entrega de cestas
entrega de cestas
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Chegando ao topo da Serra do Ouro
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Chegando ao topo da Serra do Ouro
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Prontos para subir a Serra do Ouro.
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Prontos para subir a Serra do Ouro.

O lado bom de juntar tampinhas

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Grupo Gratidão entrega tampinhas de garrafa PET ao Lar Torres de Melo.

O que você faz com as tampinhas plásticas de garrafa PET? A partir de hoje você não vai mais jogar fora! Um simples ato, sem um significado aparente, pode fazer toda a diferença na vida de muitos idosos do Lar Torres de Melo, pois a venda desse material para a reciclagem é uma das formas da instituição arrecadar fundos.

No último sábado (27) foram entregues, em média, 15 mil tampinhas pelo Grupo Gratidão (grupo de amigos que espalham atos de carinho a quem precisa). Foram quase dois meses de arrecadação, espalhando “baldinhos” gratos pela cidade, com o objetivo de levar mais qualidade de vida aos nossos velhinhos. As tampinhas são vendidas por R$ 1,30 (o quilo) para uma empresa de reciclagem e transformadas em um novo plástico.

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O Lar Torres de Melo é uma entidade especializada na assistência e tratamento pessoas idosas em estado de dependência parcial, total e em fase terminal. A instituição desenvolve também ações em quatro áreas: Social, Saúde, Nutrição e Gestão, composta por uma equipe multiprofissional. Atualmente, a instituição acolhe 225 idosos, sendo 115 mulheres e 110 homens. Deste total, 165 são acamados e precisam de cuidados especiais.

As tampinhas devem ser entregues na sede da Instituição, próximo ao Colégio Liceu do Ceará. A próxima entrega do Grupo Gratidão para o Lar Torres de Melo será no dia 29 de outubro. Caso você tenha interesse em doar, acesse a Página do Grupo e mande uma mensagem, que eles irão até você buscar!

Ajudar o próximo juntando tampinhas é uma forma simples, eficaz e barata de fazer a diferença nesse mundo. Basta querer! Um simples ato de carinho cria uma onda sem fim!

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Uma onda de cidadania na Praia da Caponga (CE)

Evandro Amaral

 

Sol, mar, surf e sala de aula, é nesse universo que acontece o Projeto Surf na Escola, uma iniciativa que vem mostrando que é possível formar cidadãos do bem, aliando educação, arte e esporte.

O projeto foi criado, há 9 anos, a partir do sonho de três irmãos em fazer do surf um vetor de transformação para o destino de crianças e jovens estudantes da rede pública de ensino na Praia da Caponga, em Cascavel.

Para Marquinhos Farney, responsável pelo projeto, é muito gratificante ver as crianças indo para o caminho do bem, fazendo coisas novas e seguindo sempre em frente e longe das drogas.

“O meu desejo é que esses jovens nunca deixem de sonhar e que apareçam novos projetos para várias crianças, para que elas não encontrem caminhos escuros na estrada da vida”

surf na escola o lado bom

Atualmente o Surf na Escola trabalha com mais de 100 crianças da comunidade e tem como base a educação, mesmo sendo o surf a atividade principal do projeto. Em contraturno com as escolas, os alunos também recebem acompanhamento pedagógico, aulas de arte e de música.

Para participar das aulas práticas dentro da água os alunos precisam passar pelo reforço escolar e ter um bom desempenho nos estudos. “As crianças trazem as tarefas de casa para serem feitas aqui no projeto e só fazem qualquer outra atividade depois que terminarem”, explica a educadora Bruna Gama.

Na praia, os alunos não apenas recebem aulas de surf, mas também de sustentabilidade, com mutirões de limpeza organizado constantemente pelo projeto.

 

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Crianças do Projeto após atividade de limpeza da praia.

 

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Conheci o Surf na Escola com alguns amigos no ano passado. Foi uma manhã inteira de brincadeiras e aprendizado com essa garotada. É maravilho ver de perto o impacto dessa iniciativa na comunidade como um todo.