Após 30 anos, Itália retorna com vitória ao Campeonato Mundial de basquete feminino
Seleção italiana estreia com sucesso no Mundial de basquete feminino em Berlim, derrotando a República Checa e encerrando três décadas de ausência do torneio.

A seleção italiana de basquete feminino marcou seu retorno triunfal ao cenário mundial ao derrotar a República Checa por 63 a 54, nesta quarta-feira, na primeira rodada do Campeonato Mundial realizado em Berlim. A vitória não é apenas um resultado desportivo, mas o encerramento de uma lacuna de três décadas: a última participação da Itália em um Mondial data de 1994. Agora, após mais de 30 anos longe dos holofotes internacionais, as italianas retornam com tudo e começam sua jornada com o pé direito.
A partida aconteceu na Max Schmeling Halle, palco onde a Itália enfrentou a República Checa pela 19ª vez na história. Antes deste duelo, o retrospecto entre os dois países estava absolutamente equilibrado, com nove vitórias para cada lado. As checas começaram a partida com maior intensidade e conseguiram fechar o primeiro quarto na frente por 17 a 14, enquanto as italianas ainda não tinham encontrado seu ritmo. Apesar da ausência de duas jogadoras importantes do lado checo, a Itália não aproveitou imediatamente essa vantagem.
O ponto de virada veio no segundo quarto, quando o técnico Andrea Capobianco conseguiu ajustar sua equipe. As azzurre intensificaram a defesa, melhoraram sua movimentação de bola e aumentaram sua taxa de acerto nos arremessos. Até o intervalo, a Itália já estava na frente por um ponto, fechando a primeira metade com o placar de 32 a 31. No terceiro quarto, com a precisão ofensiva de jogadoras como Cecilia Zandalasini e Matilde Villa, a Itália construiu uma vantagem mais confortável de 50 a 45.
O quarto final foi praticamente uma formalidade para as italianas. Com a defesa funcionando em perfeita harmonia, a Itália ampliou a vantagem até estabelecer uma diferença final de nove pontos. Cecilia Zandalasini foi a grande destaque da vitória, anotando 19 pontos, enquanto Matilde Villa contribuiu com 14. O técnico Capobianco exaltou especialmente o trabalho defensivo, que limitou a República Checa a apenas 54 pontos no duelo.
Para Capobianco, o resultado representou não apenas uma vitória, mas a confirmação de que sua equipe estava pronta para o desafio. “As primeiras partidas em um Mondial são sempre muito difíceis, especialmente para quem nunca havia jogado no maior palco do mundo depois das Olimpíadas. Era natural ter um instante de nervosismo no início, mas as meninas foram corajosas, se apoiaram mutuamente e conseguiram”, afirmou o técnico. Ele também enalteceu a contribuição de Zandalasini, que retornou ao grupo após competições na liga profissional norte-americana (WNBA).
A vitória coloca a Itália em posição mais tranquila para enfrentar seus próximos compromissos no grupo. O torneio é disputado em quatro grupos, e a primeira colocada de cada chave avança diretamente para as quartas de final. Os EUA, bicampeões em exercício, venceram a China por 94 a 61 em seu jogo de abertura e serão os próximos adversários da Itália. A seleção italiana chega para esse duelo com moral elevada e a oportunidade de escrever uma história ainda mais inspiradora no basquete feminino.