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Bombas de calor revolucionam aquecimento nos EUA e já equipam quase metade das novas casas

Sistemas ecológicos de aquecimento avançam rapidamente nos EUA, equipando 46% das novas residências e dobrando vendas em 15 anos.

31 de julho de 2026

Bombas de calor revolucionam aquecimento nos EUA e já equipam quase metade das novas casas
Foto: Colleen Lane Photography (BY-ND) via Openverse

Uma transformação silenciosa está acontecendo nos sistemas de aquecimento das casas americanas. As bombas de calor, aparelhos de clima que funcionam de forma muito mais eficiente e limpa que os tradicionais aquecedores a gás ou óleo, já equipam quase metade de todas as novas construções residenciais nos Estados Unidos. Esse avanço rápido representa uma mudança significativa na forma como as famílias americanas aquecem seus lares, com implicações importantes para o combate às mudanças climáticas e a redução de custos de energia.

Os números revelam a magnitude dessa transformação. No ano passado, 46% de todas as casas novas construídas nos EUA foram equipadas com bombas de calor, ficando apenas 1 ponto percentual atrás dos sistemas convencionais como caldeiras de água, fornalhas a gás e ar-condicionado tradicional. Ainda mais impressionante é que no primeiro trimestre deste ano, as vendas de bombas de calor superaram em 32% as vendas de sistemas de aquecimento mais antigos, segundo relatório da organização sem fins lucrativos Building Decarbonization Coalition. Essa aceleração não é acidental: as vendas desses equipamentos dobraram nos últimos 15 anos, indicando uma tendência consolidada.

Mas o que torna as bombas de calor tão especiais? Diferentemente dos sistemas convencionais que queimam combustível para gerar calor, essas máquinas usam um processo inteligente de transformação de líquido em gás e vice-versa para aquecimento e resfriamento do ar. Como funcionam com eletricidade, podem se beneficiar de fontes renováveis como painéis solares e energia eólica. Mais importante ainda: emitem muito menos gases de efeito estufa comparadas com fornalhas a gás ou aquecedores a óleo. Historicamente, os refrigerantes utilizados nesses sistemas eram altamente poluentes, cerca de 2 mil vezes mais prejudiciais que o CO2 para o efeito estufa, mas regulamentações modernas da EPA já têm substituído esses fluidos por versões com menor potencial de aquecimento global, inclusive propano.

O crescimento não é apenas uma questão ambiental, mas também econômica e prática. As bombas de calor funcionam tanto para aquecer quanto para resfriar ambientes, tornando-se um aparelho “dois em um” que elimina a necessidade de sistemas separados. Quando combinadas com fogões elétricos — prática que já se tornou quase universal nas novas construções — as casas nem precisam de linhas de gás, o que reduz custos de instalação e manutenção. Além disso, queimadores elétricos são mais eficientes que os movidos a gás, ajudando a diminuir as contas de energia das famílias. Para construtoras e consumidores, em um contexto de preços de imóveis elevados e custos de energia crescentes, essas economias fazem diferença real no orçamento final da casa.

Segundo Kevin Carbonnier, diretor associado de análise da Building Decarbonization Coalition, todos os indicadores apontam para uma adoção ainda maior de bombas de calor nos próximos anos, não apenas contra sistemas a gás, mas também superando o ar-condicionado tradicional unidirecional. Ele ressalta que o apelo vai além da eficiência: as pessoas também apreciam o maior conforto térmico que esses sistemas proporcionam. O movimento é impulsionado por uma confluência de fatores: metas climáticas cada vez mais ambiciosas, preços de energia em alta e o desejo tanto de consumidores quanto de construtoras de reduzir despesas.

Essa revolução silenciosa nos aquecedores americanos tem implicações globais. À medida que a maior economia do mundo abraça essa tecnologia em larga escala, outras nações tendem a seguir o exemplo, especialmente quando a tecnologia se torna mais acessível e confiável. Para o Brasil, embora o clima tropical não exija aquecimento residencial, o princípio das bombas de calor — aproveitar processos termodinâmicos para máxima eficiência energética com mínimo impacto ambiental — oferece lições valiosas para refrigeração, aquecimento de água e outros usos. O que está acontecendo nos EUA demonstra que soluções ecológicas e económicas não precisam ser antagônicas; quando bem implementadas, uma impulsiona a outra.

Fonte: Good News Network ↗
Este é um resumo original. Leia a matéria completa no veículo de origem.
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