Saúde

Brasil recebe da OMS o certificado de país livre da elefantíase

Após décadas de ações de saúde pública, o país eliminou a filariose linfática como problema de saúde e é reconhecido pela OPAS.

11 de novembro de 2024

O Brasil venceu uma batalha de saúde pública que se estendeu por décadas. Em novembro de 2024, a Organização Pan-Americana da Saúde realizou uma cerimônia em reconhecimento à certificação concedida pela Organização Mundial da Saúde, que declara o país livre da filariose linfática, doença popularmente conhecida como elefantíase.

A filariose linfática é uma enfermidade parasitária transmitida pela picada de mosquitos. Ela provoca inchaços crônicos, incapacidades físicas e, muitas vezes, forte estigma social contra quem convive com suas sequelas. Por atingir sobretudo populações vulneráveis, faz parte do grupo das chamadas doenças tropicais negligenciadas, que a OMS busca eliminar em todo o mundo.

O resultado é fruto de uma estratégia integrada e paciente. O país estruturou um plano nacional de combate ainda em 1997 e, ao longo dos anos, promoveu a distribuição em massa de medicamentos antiparasitários, ações de controle do mosquito transmissor e uma vigilância consistente nas áreas afetadas. Esse conjunto de medidas levou à interrupção da transmissão da doença já em 2017, condição depois confirmada pela certificação internacional.

O feito coloca o Brasil em um seleto grupo global. O país tornou-se o vigésimo a ser certificado pela OMS pela eliminação da filariose linfática e o quinquagésimo terceiro a se livrar de uma doença tropical negligenciada, um sinal do progresso possível quando políticas públicas de saúde são mantidas de forma contínua.

Durante a cerimônia, o diretor da OPAS, Jarbas Barbosa, ressaltou que eliminar doenças deve ser tratado como prioridade e como um imperativo ético e moral. A conquista foi incorporada ao programa Brasil Saudável, lançado no início de 2024, que reúne diferentes ministérios e a sociedade civil no enfrentamento de enfermidades ligadas à pobreza e à desigualdade. Autoridades reforçam, porém, que a vigilância continua na fase pós-eliminação, para evitar qualquer reaparecimento da doença.

Fonte: OPAS/OMS ↗
Este é um resumo original. Leia a matéria completa no veículo de origem.
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