Meio Ambiente

Buraco na camada de ozônio foi um dos menores em 2025 e confirma recuperação

Segundo a OMM, o buraco de 2025 foi o quinto menor desde 1992 e fechou mais cedo, reforçando a tendência de recuperação.

12 de dezembro de 2025

Uma das maiores histórias de sucesso ambiental do planeta ganhou mais um capítulo animador. A Organização Meteorológica Mundial informou, em dezembro de 2025, que o buraco na camada de ozônio sobre a Antártida foi pequeno e durou pouco naquele ano, reforçando a tendência de longo prazo de recuperação do escudo natural que protege a Terra da radiação solar.

Os números impressionam. O buraco de 2025 foi o quinto menor registrado desde 1992, ano em que o Protocolo de Montreal, o acordo internacional que baniu as substâncias que destroem o ozônio, começou a fazer efeito. Ele também foi o menor observado em cinco anos e se fechou já em 1º de dezembro, o encerramento mais precoce desde 2019.

No auge da estação de depleção, entre 7 de setembro e 13 de outubro, o buraco teve extensão média de cerca de 18,71 milhões de quilômetros quadrados. Para efeito de comparação, isso representa uma área aproximadamente 30% menor que a do maior buraco já registrado, observado em 2006. Os dados confirmam que a redução dos danos não é um episódio isolado, mas parte de uma trajetória consistente.

O motor dessa recuperação é a ação coletiva. Adotado em 1987, o Protocolo de Montreal alcançou ratificação universal e é considerado o acordo ambiental mais bem-sucedido da história, ao eliminar a imensa maioria dos gases nocivos. Desde o pico registrado por volta do ano 2000, a concentração dessas substâncias na estratosfera antártica já caiu cerca de um terço.

Se as políticas atuais forem mantidas, as projeções indicam que a camada de ozônio deve voltar aos níveis de 1980 por volta de 2040 na maior parte do planeta, em 2045 sobre o Ártico e em 2066 sobre a Antártida. Como resumiu Paolo Laj, da OMM, a camada de ozônio está bem encaminhada para a recuperação graças ao protocolo e ao fim da produção da maioria dos produtos químicos que a destruíam, um lembrete de que decisões globais coordenadas podem, de fato, curar feridas do meio ambiente.

Fonte: Organização Meteorológica Mundial (OMM) ↗
Este é um resumo original. Leia a matéria completa no veículo de origem.
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