Ciência

Chuva de meteoros Delta Aquáridas ilumina o céu brasileiro nesta madrugada

Fenômeno astronômico promete até 25 meteoros por hora entre quinta e sexta-feira, visível a olho nu em todo o Brasil.

29 de julho de 2026

Chuva de meteoros Delta Aquáridas ilumina o céu brasileiro nesta madrugada
Foto: autor desconhecido (CC0) via Openverse

Um verdadeiro espetáculo celeste aguarda quem gosta de olhar para o céu. A chuva de meteoros Delta Aquáridas do Sul atinge seu pico na madrugada entre quinta-feira (30) e sexta-feira (31), oferecendo uma oportunidade rara e gratuita para todos os brasileiros apreciarem um fenômeno astronômico fascinante sem precisar de equipamentos especializados.

De acordo com informações da Agência Espacial Brasileira, será possível avistar até 25 meteoros por hora em locais com baixa iluminação e céu limpo. O melhor horário para acompanhar o espetáculo ocorre entre 1h30 e 2h da madrugada, quando a constelação de Aquário — ponto de origem aparente dos meteoros — estará mais elevada no horizonte. Telescópios e binóculos não são necessários; basta encontrar um local seguro e observar.

Embora o fenômeno seja visível em praticamente todo o país, as condições mais favoráveis concentram-se nas regiões Norte e Nordeste, onde o radiante fica mais alto no céu noturno. Moradores do Centro-Oeste, Sudeste e Sul também poderão testemunhar o evento se estiverem em áreas com céu limpo e distantes da poluição luminosa urbana. Para otimizar a experiência, a recomendação dos astrônomos é clara: quanto mais distante das luzes das cidades, melhor. Sítios, fazendas, praias e parques oferecem cenários ideais para essa observação.

A preparação para o evento é simples mas importante. Os especialistas sugerem desligar o celular por alguns momentos, pois a claridade da tela prejudica a adaptação dos olhos à escuridão. Cerca de 20 a 30 minutos são necessários para que a visão se acostume totalmente ao ambiente noturno e comece a captar os rastros luminosos com eficiência. Ao invés de focar em um único ponto do céu, o ideal é se acomodar em uma cadeira reclinável ou até mesmo em um cobertor estendido no chão, permitindo uma visão ampla do firmamento.

O que chamamos popularmente de “estrelas cadentes” não são, na verdade, estrelas. Trata-se de pequenos fragmentos de poeira e rocha deixados por cometas durante sua jornada pelo Sistema Solar. A cada ano, nosso planeta cruza essas “nuvens” de partículas microscópicas, e algumas delas penetram a atmosfera terrestre. Ao atravessar as camadas atmosféricas em velocidades extraordinárias — podendo atingir 260 mil quilômetros por hora — essas partículas se aquecem devido ao atrito com o ar, gerando o brilho característico que dura poucos segundos. A maioria possui dimensões comparáveis a um grão de areia e se desintegra completamente antes de alcançar o solo.

Uma consideração para este evento específico: a Lua cheia tornará o céu mais claro do que o ideal, dificultando a visualização dos meteoros mais tênues. Apesar disso, os mais brilhantes permanecerão visíveis e ainda assim podem proporcionar um espetáculo memorável para observadores pacientes e dedicados. A iminência de uma Lua cheia não deve desanimar entusiastas — apenas reduz levemente a quantidade de eventos mais discretos.

Para quem não conseguir acompanhar esta madrugada ou preferir uma segunda chance, o calendário astronômico reserva outra oportunidade destacada. Em 12 de agosto, ocorre o pico das Perseidas, uma das chuvas de meteoros mais célebres do mundo. Embora seja optimamente observada no Hemisfério Norte, parte de sua atividade também será detectável do Brasil, especialmente nas horas que antecedem o amanhecer. Observar uma chuva de meteoros figura entre os programas mais simples e belos que existem — exigindo apenas um céu escuro, um local confortável e alguns minutos de dedicação para acompanhar um espetáculo que ocorre centenas de quilômetros acima de nossas cabeças. Quem sabe você não consegue fazer um pedido ao ver uma “estrela cadente” atravessando o céu?

Fonte: Só Notícia Boa ↗
Este é um resumo original. Leia a matéria completa no veículo de origem.
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