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CEO trabalha 58 anos para salvar empresa da falência e a doa para a caridade

Eddie Smith Jr. recusou ofertas de US$ 500 milhões e transferiu a fabricante de barcos Grady-White para uma estrutura sem fins lucrativos: todos os lucros irão para causas beneficentes.

05 de agosto de 2026

CEO trabalha 58 anos para salvar empresa da falência e a doa para a caridade
Foto: Alan Farrow (PDM) via Openverse

Aos 82 anos, o empresário americano Eddie Smith Jr. tomou uma decisão que surpreendeu o mundo dos negócios: em vez de vender a empresa que passou mais de meio século erguendo, ele a entregou à sociedade. Smith é o dono da Grady-White Boats, uma tradicional fabricante de barcos da Carolina do Norte, e resolveu transferir o controle do negócio para uma estrutura em que todos os lucros passam a financiar causas beneficentes.

A trajetória dele torna o gesto ainda mais marcante. Filho de um homem que ficou órfão durante a Grande Depressão, Smith cresceu perto da linha da pobreza e foi o primeiro da família a se formar na faculdade, concluindo o curso na Universidade da Carolina do Norte em 1965. Pouco depois, assumiu a Grady-White quando a empresa estava à beira da falência, e dedicou a vida a recuperá-la.

Recuperar não é força de expressão. Segundo a reportagem, Smith trabalhou jornadas de 80 a 100 horas por semana durante 58 anos e abriu mão de hobbies — passou mais de três décadas sem jogar golfe — para se concentrar no negócio. O esforço transformou a fabricante quase quebrada em uma companhia que passou a faturar mais de 100 milhões de dólares por ano.

Com esse valor todo construído, vieram as ofertas de compra, algumas próximas de 500 milhões de dólares. Smith, no entanto, as recusou. Inspirado pelo modelo adotado por Yvon Chouinard, fundador da Patagonia, ele transferiu as ações com direito a voto para um “trust perpétuo”, um tipo de fundo cujas cotas nunca poderão ser vendidas, garantindo que a empresa siga independente. Já as ações sem direito a voto foram para uma organização social sem fins lucrativos, e é dela que sairão os recursos para a filantropia.

Na prática, isso significa que os lucros que antes iriam para um dono agora se converterão em doações para causas sociais, ano após ano, sem prazo para acabar. “Acho que aqueles de nós que têm a sorte de estar em posição de ajudar os outros… para mim, é na verdade um presente”, disse ele em entrevista à revista Fortune.

A história de Eddie Smith Jr. virou símbolo de um jeito diferente de enxergar o sucesso: não como acúmulo pessoal, mas como algo que, no fim, pode ser devolvido à coletividade. Ao trocar um cheque milionário pela continuidade de um propósito, ele deixou um exemplo de que empresas também podem ser construídas para servir além do lucro.

Fonte: Good News Network ↗
Este é um resumo original. Leia a matéria completa no veículo de origem.
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