Superação

Itália alcança sua melhor marca em Mundiais sub-20 com cinco medalhas históricas

Atletas italianos conquistam três ouros, duas bronzes e quebram recordes em Eugene, incluindo primeira vitória na marcha e ouro inédito no revezamento 4x100 misto.

08 de agosto de 2026

Itália alcança sua melhor marca em Mundiais sub-20 com cinco medalhas históricas
Foto: Gareth1953 All Right Now (BY) via Openverse

A Itália vive seu melhor momento em competições mundiais juvenis de atletismo. Durante o Campeonato Mundial sub-20, disputado em Eugene, no estado americano de Oregon, a delegação italiana conquistou um total de cinco medalhas — três ouros e dois bronzes — um feito que nunca havia ocorrido em nenhuma edição anterior deste torneio. A performance colocou o país na terceira posição geral do medalheiro, atrás apenas dos Estados Unidos e do Quênia, consolidando uma geração de jovens atletas que promete muito para o futuro do esporte italiano.

O destaque começou com a marcha atlética, onde a Itália finalmente alcançou o topo do pódio em uma especialidade que a atormentava há 20 edições do torneio sub-20. Serena Di Fabio, jovem atleta de Abruzzo, conquistou o ouro nos 5000 metros de marcha com o tempo de 20 minutos e 57 segundos, quebrando a maldição italiana. Ela venceu a francesa Chloe Le Roch (prata) e a chinesa Yutong Yang (bronze). Essa vitória foi especialmente significativa porque a marcha era o único evento no programa donde a Itália nunca tinha triado primeiro lugar em 20 edições consecutivas do torneio juvenil.

Outro momento histórico veio do revezamento 4x100 misto (dois homens e duas mulheres alternados), uma prova de relativa novidade no programa internacional. A equipe italiana, formada por Edwin Fermin Galvan, Elisa Valensin, Francesco Pagliarini e Kelly Doualla, não apenas venceu, como também estabeleceu um novo recorde mundial para a categoria sub-20, com o tempo de 41 segundos e 21 centésimos. Eles deixaram para trás tradicionais potências como Grã-Bretanha (prata) e Estados Unidos (bronze), além de Jamaica, que ficou em quinto lugar. Este recorde foi particularmente impressionante por ter quebrado a marca anterior de 41,60 segundos, que havia sido estabelecida pela Grã-Bretanha.

No salto em comprimento, Daniele Inzoli trouxe o terceiro ouro italiano ao vencer com a marca de 7,97 metros. Ele precisou superar uma final competitiva, tendo seu segundo salto como o melhor de toda a prova, resistindo à tentativa de Mason McGroder, da Austrália, que ficou apenas um centímetro atrás. Inzoli, que havia sido recentemente recrutado pelas Chamas Amarelas (polícia militar italiana) após 3,5 temporadas em um clube de Milão, devolveu o título ao país na especialidade. A última vez que a Itália havia vencido o ouro no salto em comprimento sub-20 foi há 22 anos, em 2004, quando Andrew Howe conquistou a vitória em Grosseto.

As duas medalhas de bronze completaram o recorde de sucesso. Kelly Doualla conquistou bronze nos 100 metros rasos, enquanto Nicolò Vidal fez o mesmo na marcha dos 5000 metros, onde estabeleceu um novo recorde italiano sub-20 com tempo de 18 minutos, 56 segundos e 19 centésimos — o quarto melhor tempo de todos os tempos nessa categoria etária. Vidal, que representa a Polisportiva Bovisio Masciago, participou de uma final onde o australiano Isaac Beacroft estabeleceu o novo recorde mundial sub-20 (18,40,37), demonstrando o altíssimo nível de competição.

Além das medalhas conquistadas, jovens atletas italianos impressionaram com resultados notáveis que não renderam pódio mas revelaram talentos promissores. Margherita Castellani, uma adolescente de 17 anos de Umbria, tornou-se a primeira atleta júnior italiana a correr os 200 metros em menos de 23 segundos, marcando 22,99 em semifinal e estabelecendo um novo recorde nacional sub-20. Ela se classificou para a final da prova. Alessia Succo alcançou a final dos 100 metros com barreiras após 40 anos sem uma italiana disputar essa prova na decisão, correndo em 13,17. Matteo Sorci demonstrou excelente desempenho no decatlo, finalizando em oitavo lugar com 7.663 pontos — um novo recorde italiano sub-20 na especialidade, superando a marca anterior em 74 pontos.

A delegação italiana chegou a Eugene com 64 atletas, a maior participação em um Campeonato Mundial sub-20 de atletismo, resultando em 12 colocações entre os oito melhores de suas respectivas provas. Esta concentração de sucesso mudou completamente a trajetória italiana nesse torneio. O melhor resultado anterior havia sido a sétima posição no medalheiro em 2004, quando a competição foi disputada em Grosseto. Antes de 2025, a Itália havia conquistado no máximo três ouros em uma única edição do Campeonato Mundial sub-20, mantendo essa marca em três ocasiões: Lisbona (1994), Grosseto (2004) e Lima (2024).

Este sucesso representa mais que números e recordes: evidencia uma base sólida de desenvolvimento de jovens talentos na Itália, com programas de treinamento estruturados e atletas que recebem oportunidades de competir contra os melhores do mundo em sua faixa etária. A geração atual promete devolver ao país sua tradicional força no atletismo internacional, especialmente em especialidades como marcha atlética e provas de velocidade. O terceiro lugar no medalheiro global reforça que a Itália está no caminho certo para consolidar-se novamente como potência juvenil mundial.

Fonte: Rai News ↗
Este é um resumo original. Leia a matéria completa no veículo de origem.
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