Ciência anuncia mais 2 casos de remissão do HIV; total chega a 13 no mundo
Anunciados em conferência no Rio, os casos vieram de transplante de medula — ainda não é cura para todos, mas avança a pesquisa.
Dois novos casos de remissão do HIV foram anunciados na 26ª Conferência Internacional sobre AIDS, no Rio de Janeiro, em julho de 2026. Com eles, sobe para 13 o número de pessoas no mundo consideradas curadas ou em remissão prolongada do vírus.
Os dois pacientes passaram por um transplante de células-tronco (medula óssea) para tratar um câncer no sangue. Depois da recuperação, os médicos interromperam os medicamentos antirretrovirais — e o HIV seguiu indetectável: um deles, o “paciente de Kansas City”, está há 14 meses sem remédios; o outro, que também convivia com hepatite B, há 12 meses.
É importante entender o alcance da notícia. O transplante de medula é caro e arriscado, indicado apenas para pacientes que já precisam dele por causa de um câncer — ou seja, ainda não é uma cura aplicável à maioria das pessoas que vivem com HIV.
Mesmo assim, cada novo caso é valioso para a ciência. Estudar o que aconteceu nesses organismos ajuda os pesquisadores a entender como o vírus pode ser eliminado e a buscar, no futuro, tratamentos mais simples e acessíveis. Os resultados ainda serão detalhados em artigo científico para revisão da comunidade médica.