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Escultura de ferro roubada é recuperada de forma surpreendente durante pesca com ímã na Holanda

Pescador recupera obra de arte de 3 metros desaparecida há um mês ao usar ímã em lagoa holandesa.

11 de agosto de 2026

Escultura de ferro roubada é recuperada de forma surpreendente durante pesca com ímã na Holanda
Foto: US Army Africa (BY) via Openverse

Uma história digna de um filme de aventura aconteceu em uma pequena lagoa na Holanda: uma escultura de ferro roubada há um mês foi recuperada de forma completamente inesperada durante uma sessão de pesca recreativa com ímã. O achado não apenas devolveu a obra ao seu criador, como surpreendeu profundamente pela forma inusitada como a peça — desaparecida misteriosamente — ressurgiu das águas.

Tudo começou quando Gerbert van der Stelt, um magneetvisser (pescador que usa ímã como hobby), estava em Werkendam, na Holanda, acompanhado pelos filhos, praticando sua atividade favorita em uma lagoa local. Seu ímã de pesca, uma ferramenta comum neste tipo de recreação, subitamente prendeu em algo pesado — tão pesado que o próprio ímã não conseguiu erguer. Van der Stelt então buscou um gancho mais resistente para tentar soltar e levantar o objeto misterioso. O que ele não esperava era encontrar nada menos que uma enorme escultura de um esturjão feita completamente de ferro, medindo 3 metros de comprimento e pesando entre 60 e 70 quilos.

A escultura havia sido roubada cerca de um mês antes de um dique no vilarejo vizinho de Hank, na mesma região. A obra havia sido criada pela mão do artista Juul Baltussen, então com 67 anos, onze anos antes do furto. O artista havia colocado sua criação em um local específico como parte de um projeto artístico público, onde a peça permanecia desde sua instalação inicial. O desaparecimento foi tão desconcertante que Baltussen mal conseguia compreender as motivações por trás do roubo — afinal, para sucatear o ferro, a peça renderia apenas alguns poucos euros, insuficiente para justificar o trabalho envolvido.

O que torna a história ainda mais intrigante é a forma como o roubo foi executado. A peça estava em um local sem acesso direto por estrada, o que significa que os ladrões precisaram usar uma embarcação para removê-la. Além disso, a escultura teve de ser cortada com uma rebarbadora, uma ferramenta pesada e barulhenta, sugerindo uma operação planejada e audaciosa. Baltussen himself expressou perplexidade quanto às circunstâncias: por que alguém teria se dado a tanto trabalho por um objeto que valia tão pouco economicamente?

Mas a ironia da história não termina aí. A recuperação da peça, de maneira surpreendente, agradou ao próprio artista. Baltussen, com bom humor, descreveu a situação como “toepasselijk” — uma palavra holandesa que significa adequado ou apropriado — porque sua escultura de um peixe (esturjão) foi literalmente “apanhada” novamente, como se tivesse sido pescada de verdade. O artista brincou que poderia ter criado uma nova versão da obra, mas havia algo especialmente satisfatório em ter seu trabalho original recuperado de forma tão insólita.

Agora, com a peça finalmente de volta, o próximo passo é restaurá-la adequadamente. Baltussen entrou em contato com a kunstwacht (guarda de arte) de Leiden, a instituição responsável pela manutenção e preservação de obras de arte públicas na região. Juntos, eles desenvolvem um plano para reparar os danos causados pelo furto, pelo tempo na água e pelos cortes realizados pelos ladrões. Após a restauração completa, a escultura retornará ao seu “lugar antigo” — o dique de Hank onde originalmente fora instalada, esperando que desta vez permaneça ali por muitos mais anos.

O caso reflete tanto a criatividade dos hobbistas de pesca com ímã quanto a resiliência da arte pública. Enquanto muitas histórias de roubo de arte terminam em tragédia ou perda permanente, esta narrativa holandesa prova que às vezes o destino — ou talvez a sorte — pode reunir criador e criação novamente, mesmo que de forma completamente inesperada. A próxima vez que alguém disser que a pesca com ímã é apenas um passatempo trivial, a história de Gerbert van der Stelt e da escultura perdida-e-encontrada pode servir como prova de que até as atividades mais simples podem resultar em descobertas extraordinárias.

Fonte: NOS ↗
Este é um resumo original. Leia a matéria completa no veículo de origem.
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