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União Europeia reafirma apoio à Ucrânia com 6,1 bilhões em financiamento para defesa

Na celebração dos 35 anos de independência ucraiana, líderes europeus visitam Kiev e a UE compromete 6,1 bilhões de euros em investimentos militares, enquanto mais de 50 países pedem cessar-fogo à Rússia.

24 de agosto de 2026

União Europeia reafirma apoio à Ucrânia com 6,1 bilhões em financiamento para defesa
Foto: snamess (BY) via Openverse

A Ucrânia ganhou novo respaldo internacional na segunda-feira, 24 de agosto, quando líderes europeus chegaram a Kiev para participar das festividades de independência do país e reafirmar o compromisso da União Europeia com sua defesa. A União Europeia anunciou um pacote de 6,1 bilhões de euros destinado especificamente ao fortalecimento das capacidades militares e de defesa aérea ucraiana, demonstrando que a aposta europeia na vitória do país é de longo prazo e exige investimento massivo.

Durante as celebrações, uma declaração conjunta de mais de 50 países e da União Europeia pediu explicitamente à Rússia que aceite um cessar-fogo total, imediato e incondicionado. O documento condenou a invasão em larga escala, reafirmou o compromisso com a soberania e integridade territorial ucraiana dentro de suas fronteiras reconhecidas internacionalmente, e exigiu ações humanitárias cruciais: liberação de prisioneiros de guerra, devolução de civis deportados forçadamente e retorno de milhares de crianças ucranianas transferidas para a Rússia. A declaração representa uma vitória diplomática significativa para Kiev.

O presidente ucraiano Volodymyr Zelensky aproveitou a visita para fazer um apelo aos líderes europeus pela ampliação de recursos para produção de drones e mísseis de ataque de longo alcance. Segundo Zelensky, a Ucrânia enfrenta um déficit orçamentário de aproximadamente 23 bilhões de euros na área de defesa. Desde 2022, a Ucrânia recebeu mais de 230 bilhões de euros de países europeus e 115 bilhões dos Estados Unidos. Espera-se ainda um aporte futuro de 160 bilhões de euros, refletindo a convicção de que investir na defesa ucraiana agora é mais eficiente economicamente do que lidar com consequências geopolíticas de uma vitória russa.

A Alta Representante da União Europeia para Assuntos Externos, Kaja Kallas, comprometeu-se com novas sanções contra a Rússia ainda neste outono e reforçou que quanto mais forte fizer a Ucrânia agora, mais rapidamente conseguirá levar a Rússia à mesa de negociações. Antonio Costa, presidente do Conselho Europeu, visitou Kiev e sublinhou que a melhor garantia para o futuro democrático e seguro da Ucrânia é sua adesão à União Europeia, elogiando o trabalho realizado para atender aos critérios de reforma exigidos para a entrada no bloco.

Um sinal positivo emergiu também do front humanitário: Zelensky anunciou que dez soldados ucranianos foram recuperados em um recente intercâmbio de prisioneiros com a Rússia. Os militares, que serviam no exército e na Guarda Nacional e haviam desaparecido em combate na região de Donetsk, retornaram à Ucrânia passando pela Bielorrússia. O momento de reencontro foi tocante, com soldados sendo abraçados com bandeiras ucranianas e falando com suas famílias — um contraste humano diante do horror da guerra que reafirma a importância do apoio internacional contínuo.

Fonte: Rai News ↗
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