Zâmbia inicia vacinação contra malária para proteger mais de 500 mil crianças
País africano tornou-se o 24º a incluir a vacina R21 na rotina de imunização, num avanço histórico contra uma doença que ainda mata milhares.
A Zâmbia deu um passo importante na proteção de suas crianças ao lançar oficialmente a vacinação de rotina contra a malária. Com a iniciativa, o país da África Austral se tornou o 24º do continente a incorporar o imunizante ao calendário infantil, num esforço que deve alcançar mais de 500 mil crianças a partir dos 6 meses de idade.
A vacina escolhida foi a R21/Matrix-M, aplicada em um esquema de quatro doses, administradas aos 6, 7 e 8 meses e, mais tarde, entre 18 e 23 meses de vida. O país recebeu 532,2 mil doses por meio da Unicef, com apoio da aliança global de vacinas Gavi, e a aplicação é feita gratuitamente à população, sem custo para as famílias.
O lançamento acontece em etapas. Numa primeira fase, a campanha vai priorizar 83 distritos, sendo 79 de alta incidência da doença e outros 4 de incidência moderada. A estratégia busca começar exatamente por onde a malária mais ameaça a vida das crianças pequenas, que estão entre as principais vítimas da enfermidade.
É importante destacar que a vacina não substitui as medidas de prevenção já conhecidas. Ela funciona como uma camada adicional de proteção, somando-se ao uso de mosquiteiros tratados com inseticida e à pulverização dentro das casas. A combinação dessas ferramentas tende a ampliar de forma significativa a defesa das comunidades contra o mosquito transmissor.
Autoridades celebraram o marco como histórico. Segundo representantes do governo, da Organização Mundial da Saúde e da Gavi presentes ao evento, a chegada da vacina renova a esperança de avançar rumo a um país livre da malária, com o compromisso de que nenhuma criança fique para trás. O caso da Zâmbia integra um movimento mais amplo pela África, onde a introdução dessas vacinas vem sendo apontada como uma das maiores conquistas recentes da saúde pública infantil.
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